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Santo

São Roque González e companheiros

São Roque González e companheiros
Roque González de Santa Cruz · domínio público · origem

Roque González de Santa Cruz: Assunção (Paraguai), 1576 · Caaró (hoje Caibaté, RS), 15 de novembro de 1628 · Afonso Rodríguez: Zamora (Espanha), 1598 · Caaró, 15 de novembro de 1628 · João de Castilho: Belmonte (Espanha), 1596 · Assunção do Ijuí (RS), 17 de novembro de 1628 · canonizados em 1988

  • Missões jesuíticas e povos guaranis (devoção)
  • Rio Grande do Sul (devoção regional)
  • Paraguai
“Matastes a quem vos ama.”
Palavras que, segundo a tradição recolhida pelos jesuítas da época, teriam saído do coração de Roque González depois da morte. Relato devoto, sem prova histórica. Tradução do portal.

Página em conferência. O texto foi redigido pelo portal a partir das fontes indicadas e ainda está sendo revisado; datas e detalhes podem ser ajustados.

Vida

Roque González nasceu em Assunção, no Paraguai, filho de uma família de origem espanhola. Ordenado padre diocesano em 1599, trabalhou com os indígenas e aprendeu bem o guarani. Em 1609 entrou na Companhia de Jesus e passou a fundar "reduções", povoados em que os guaranis viviam organizados, com igreja, escola, oficinas e roças, protegidos da escravidão praticada por colonos e bandeirantes.

Fundou ou ajudou a fundar cerca de dez reduções, no Paraguai, na Argentina e no território do atual Rio Grande do Sul, para onde levou a missão em 1626. Com ele trabalhavam os jesuítas espanhóis Afonso Rodríguez e João de Castilho. Em 1628 fundaram a redução de Todos os Santos do Caaró e a de Assunção do Ijuí.

Um líder indígena da região, Nheçu, via a missão como ameaça ao seu poder. Em 15 de novembro de 1628, no Caaró, Roque foi morto a golpes de machado enquanto preparava um sino para a nova igreja, e Afonso Rodríguez foi morto em seguida. Dois dias depois, em 17 de novembro, João de Castilho foi morto no Ijuí. Muitos guaranis cristãos choraram os padres e guardaram a sua memória. Foram beatificados por Pio XI em 1934 e canonizados por João Paulo II em Assunção, no Paraguai, em 16 de maio de 1988.

Fontes: Cartas ânuas da Província Jesuítica do Paraguai (século XVII); processo informativo aberto logo depois do martírio (1629-1631); homilia de João Paulo II na canonização (Assunção, 1988); publicações do Santuário do Caaró.

O que nos ensina

Os mártires das Missões ensinam que anunciar o Evangelho é também defender a dignidade das pessoas: as reduções protegiam os guaranis da escravidão e respeitavam a língua deles. Roque aprendeu o guarani a fundo, compôs textos de catequese e incentivou a música, que os guaranis tocavam e cantavam com grande talento. Ensinam ainda que a missão pede paciência e disposição de dar a vida.

Milagres

  1. Tradição

    O coração que falou

    A tradição conta que, depois da morte de Roque, os agressores lhe arrancaram o coração e que dele saíram palavras de perdão e de anúncio. O coração foi levado a Roma e, mais tarde, devolvido à América; hoje é venerado em Assunção, no Paraguai. A relíquia existe; o relato de que falou é tradição.

  2. Reconhecido

    O martírio reconhecido

    A Igreja reconheceu que os três foram mortos por ódio à fé, o que permitiu a beatificação em 1934 e a canonização em 1988.

“Reconhecido” = examinado nos processos de beatificação e canonização ou narrado nas fontes oficiais. “Tradição” = relato devoto, sem exame formal.

Curiosidades

  • Na canonização de 1988, em Assunção, eles foram os primeiros santos ligados ao Paraguai, e a cerimônia foi uma das poucas canonizações feitas fora de Roma até então.
  • O Santuário do Caaró, em Caibaté (RS), fica no lugar do martírio de Roque e Afonso e recebe romarias todos os anos em novembro.
  • As reduções jesuíticas ficaram famosas pela música: os guaranis fabricavam e tocavam violinos, harpas e órgãos, e cantavam polifonia.
  • As ruínas de São Miguel das Missões (RS), de uma época posterior, são Patrimônio Mundial da Unesco e lembram o mesmo projeto missionário.
  • Roque estava preparando um sino para a igreja nova quando foi atacado.

Oração

São Roque González, Santo Afonso Rodríguez e São João de Castilho, que destes a vida pelos povos guaranis e pelo Evangelho, ensinai-nos a anunciar Jesus com respeito e com coragem. Ajudai-nos a defender os pequenos e a valorizar a cultura de cada povo. Que a nossa música, como a das Missões, seja louvor alegre a Deus. Amém.

Oração redigida pelo portal Músico Católico.

Para retiro, encontro ou evento

Tema
Missão que respeita e protege
Lema
"Ide e fazei discípulos de todas as nações" (Mt 28,19)
Leitura
Mt 28,16-20 (sugerida)
Público
Jovens, grupos missionários, catequistas, ministérios de música do Sul do Brasil
  1. 1Conhecer: contar a história das reduções e dos mártires do Caaró, com mapa do RS e do Paraguai.
  2. 2Escutar o outro: pensar em quem, perto de nós, é tratado como menos (indígenas, migrantes, pobres) e como acolhê-los.
  3. 3Anunciar: escolher um gesto missionário concreto para o mês.

Dinâmica: "A redução", 40 min · cartolina, canetas. Os grupos desenham uma comunidade onde todos têm lugar (igreja, escola, trabalho, música) e explicam o que cada parte tem a ver com o Evangelho.

Quando celebrar

19 de novembro · Memória · Vermelho

No calendário próprio do Brasil. No Paraguai e em parte da Argentina a celebração é em 17 de novembro. No Santuário do Caaró, a romaria é em novembro.

Santuários e devoção

  • Lugar do martírio: Santuário do Caaró, Caibaté (RS)
  • Relíquia do coração: Capela do Colégio Cristo Rei, Assunção (Paraguai)
  • Missões: Ruínas de São Miguel Arcanjo, São Miguel das Missões (RS)