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Santo

São Pio V

São Pio V
Portrait of Pope Pius V title QS:P1476,en:"Portrait of Pope Pius V "label QS:Len,"Portrait of Pope Pius V "label QS:Les,"Retrato de Pío V"label QS:Lde,"Porträt von Pius V."label QS:Lit,"Ritratto di papa Pio V" · Bartolomeo Passarotti and workshop · domínio público · origem

Bosco Marengo (Itália), 17 de janeiro de 1504 · Roma, 1º de maio de 1572 · papa de 1566 a 1572 · canonizado em 1712

  • Papas da reforma de Trento
  • Devotos do Rosário
“Deixemos os negócios e vamos dar graças a Deus: a armada cristã alcançou a vitória.”
Palavras atribuídas a ele pela tradição na tarde de 7 de outubro de 1571, dia da batalha de Lepanto, antes de a notícia chegar a Roma. Registradas pelos biógrafos do processo de canonização. Tradução do portal; é atribuição, não documento.

Página em conferência. O texto foi redigido pelo portal a partir das fontes indicadas e ainda está sendo revisado; datas e detalhes podem ser ajustados.

Vida

Antônio Ghislieri nasceu numa família pobre do Piemonte e foi pastor de ovelhas na infância. Aos 14 anos entrou na Ordem dos Pregadores, tomando o nome de Miguel. Estudou e ensinou teologia, foi prior de vários conventos e ficou conhecido pela vida austera e pela firmeza na fé.

Trabalhou no tribunal da Inquisição, num tempo de fortes divisões religiosas na Europa. Foi feito bispo em 1556, cardeal em 1557 e, em 1566, eleito papa, escolhendo o nome de Pio V. Continuou a vestir o hábito branco dominicano e a viver com simplicidade, cortando gastos da corte papal e visitando hospitais.

Seu pontificado foi dedicado a pôr em prática o Concílio de Trento: publicou o Catecismo Romano (1566), o Breviário (1568) e o Missal Romano (1570), que organizou a Missa em todo o rito latino por quatro séculos. Uniu Estados cristãos na Liga Santa contra o avanço otomano no Mediterrâneo, e a frota da Liga venceu em Lepanto, em 7 de outubro de 1571. Atribuindo a vitória à oração do Rosário, instituiu a festa de Nossa Senhora da Vitória, mais tarde chamada de Nossa Senhora do Rosário. Morreu em 1572 e foi canonizado por Clemente XI em 1712.

A sua atuação como inquisidor e papa precisa ser lida no contexto do século XVI: usou a força da lei contra quem considerava herege, como era comum nos Estados católicos e protestantes da época. A Igreja de hoje, que pediu perdão em 2000 pelos métodos de intolerância do passado, o venera pela santidade de vida e pela reforma da liturgia, não por esses métodos.

Fontes: Bula Quo primum (1570) e bula Consueverunt Romani Pontifices (1569) sobre o Rosário; biografias de Girolamo Catena (1586) e Paolo Alessandro Maffei (1712); Ludwig von Pastor, História dos Papas, vols. XVII e XVIII; João Paulo II, Memória e reconciliação (Comissão Teológica Internacional, 2000).

O que nos ensina

Pio V ensina que a reforma da Igreja começa pela própria vida: foi papa sem deixar de ser frade. Ensina o valor de uma liturgia celebrada com unidade e dignidade, e a confiança na oração do Rosário nas horas de perigo. Para quem serve na música da Missa, ele lembra que o Missal que organizou nasceu do desejo de que o povo inteiro rezasse com as mesmas palavras.

Milagres

  1. Tradição

    A visão da vitória de Lepanto

    Os biógrafos contam que, na tarde da batalha, ele interrompeu uma reunião, abriu a janela e anunciou a vitória, dias antes de a notícia chegar por mensageiro. O relato entrou no processo de canonização, mas é testemunho devoto, não milagre examinado.

  2. Tradição

    O crucifixo envenenado

    Uma lenda diz que inimigos envenenaram os pés do crucifixo que ele beijava todos os dias, e que a imagem se afastou de seus lábios para salvá-lo. É relato popular, sem fonte segura.

  3. Reconhecido

    Milagres examinados para a canonização

    Para a beatificação (1672) e a canonização (1712), foram examinadas curas atribuídas à sua intercessão, segundo as normas da época.

“Reconhecido” = examinado nos processos de beatificação e canonização ou narrado nas fontes oficiais. “Tradição” = relato devoto, sem exame formal.

Curiosidades

  • Uma tradição diz que o costume de o papa vestir branco vem dele, que manteve o hábito dominicano. A cor branca já aparecia antes, por isso é tradição, não fato certo.
  • Em 1567 declarou São Tomás de Aquino doutor da Igreja.
  • O Missal de 1570 é a base do que hoje se chama forma extraordinária do rito romano; a forma ordinária vem da reforma de 1970, depois do Vaticano II.
  • A festa de Nossa Senhora do Rosário, em 7 de outubro, nasceu da vitória de Lepanto.
  • O corpo está numa urna de vidro na Capela Sistina da Basílica de Santa Maria Maior, em Roma, com o rosto coberto por máscara de prata.

Oração

São Pio V, pastor humilde que serviu à Igreja sem deixar a pobreza do teu hábito, ensina-nos a reformar primeiro o nosso coração. Dá-nos amor pela liturgia e fidelidade ao Rosário. Intercede pela unidade da Igreja e pela paz entre os povos, e livra-nos de toda intolerância. Que a nossa música ajude o povo a rezar com uma só voz. Amém.

Oração redigida pelo portal Músico Católico.

Para retiro, encontro ou evento

Tema
Uma só voz: a liturgia que nos une
Lema
"Para que todos sejam um" (Jo 17,21)
Leitura
Jo 17,20-23 (sugerida)
Público
Ministérios de música e liturgia, equipes de celebração, grupos do Rosário
  1. 1Conhecer: apresentar em poucos minutos a história do Missal e por que a Igreja reza com textos comuns.
  2. 2Rever: cada equipe avalia o que na sua celebração ajuda ou atrapalha o povo a rezar junto.
  3. 3Rezar: encerrar com um mistério do Rosário rezado em coro, alternando os lados da sala.

Dinâmica: "O que nos une", 30 min · folhas com partes da Missa, canetas. Cada grupo escolhe uma parte e explica aos outros o sentido dela.

Quando celebrar

30 de abril · Memória facultativa · Branco

Morreu em 1º de maio, dia que hoje é de São José Operário; por isso a memória fica em 30 de abril.

Santuários e devoção

  • Túmulo: Basílica de Santa Maria Maior, Roma (Capela Sistina)
  • Terra natal: Igreja e convento de Santa Cruz, Bosco Marengo (Itália), fundados por ele