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Santo

São Paulo Miki e companheiros

São Paulo Miki e companheiros
The Three Maryrs of Nagasaki - Johann Heinrich Schönfeld - Castel Nuovo - Italy 2015 · José Luiz · CC BY-SA 4.0 · origem

Japão · Nagasaki, 5 de fevereiro de 1597 · beatificados em 1627 · canonizados em 1862

  • Japão
  • Cristãos perseguidos
“Perdoo ao rei e a todos os que contribuíram para a minha morte.”
Palavras de Paulo Miki na cruz, segundo relato de um contemporâneo do martírio, usado na Liturgia das Horas de 6 de fevereiro. Tradução do portal.

Página em conferência. O texto foi redigido pelo portal a partir das fontes indicadas e ainda está sendo revisado; datas e detalhes podem ser ajustados.

Vida

O cristianismo chegou ao Japão em 1549 com São Francisco Xavier e cresceu depressa: em poucas décadas havia centenas de milhares de cristãos. Paulo Miki nasceu por volta de 1564, filho de um nobre convertido, estudou com os jesuítas e entrou na Companhia de Jesus. Era um pregador conhecido, capaz de explicar a fé em diálogo com os budistas.

Em 1596, o governante Toyotomi Hideyoshi, temendo a influência estrangeira, mandou prender missionários e fiéis. Vinte e seis foram condenados: seis franciscanos vindos da Espanha, do México e da Índia, três jesuítas japoneses, entre eles Paulo Miki, e dezessete leigos japoneses, catequistas, artesãos e até meninos de 12 e 13 anos. Tiveram parte da orelha cortada em Quioto e foram obrigados a caminhar cerca de 800 quilômetros, no inverno, até Nagasaki.

Em 5 de fevereiro de 1597, foram crucificados numa colina de Nagasaki, Nishizaka, e mortos a golpes de lança. Da cruz, Paulo Miki pregou pela última vez e perdoou os carrascos. Foram beatificados por Urbano VIII em 1627 e canonizados por Pio IX em 8 de junho de 1862.

Fontes: Relatos contemporâneos do martírio (cartas e relações de jesuítas e franciscanos, 1597); Liturgia das Horas, ofício de 6 de fevereiro; Luís Fróis, relação do martírio (1597).

O que nos ensina

Os mártires do Japão ensinam que a fé vale mais que a vida e que o perdão é a última palavra do cristão. Mostram religiosos estrangeiros e leigos japoneses, adultos e crianças, unidos na mesma cruz. Também lembram que a fé pode ser guardada pelos leigos: depois deles, cristãos japoneses mantiveram a fé escondida por mais de dois séculos, sem padres, rezando e batizando em segredo.

Milagres

  1. Tradição

    Os corpos nas cruzes

    Relatos da época contam que os corpos ficaram expostos nas cruzes por muitos dias sem se decompor e que fiéis recolhiam pedaços das roupas como relíquias. São testemunhos devotos, não examinados em processo moderno.

  2. Tradição

    O canto do menino Luís

    Conta-se que o menino Luís Ibaraki, de 12 anos, perguntou qual era a sua cruz e correu até ela, e que os mais jovens cantavam salmos no caminho. O detalhe vem das cartas dos missionários.

“Reconhecido” = examinado nos processos de beatificação e canonização ou narrado nas fontes oficiais. “Tradição” = relato devoto, sem exame formal.

Curiosidades

  • Entre os 26 está São Filipe de Jesus, franciscano nascido na Cidade do México: o primeiro santo mexicano.
  • Em 1865, o padre Bernard Petitjean encontrou em Nagasaki os "cristãos escondidos", que tinham guardado a fé em segredo desde o século XVII.
  • A Igreja de Oura, em Nagasaki, é dedicada aos 26 mártires e é patrimônio mundial da Unesco.
  • O Monumento dos 26 Mártires, em Nishizaka, foi inaugurado em 1962, no centenário da canonização.
  • Os condenados tiveram a orelha esquerda cortada em Quioto e foram levados em carros pelas ruas para servir de exemplo; muitos cantavam pelo caminho.

Oração

São Paulo Miki e santos mártires do Japão, que do alto da cruz perdoastes e anunciastes Cristo, intercedei pelos cristãos perseguidos no mundo inteiro. Dai-nos uma fé que não se esconde por medo e um coração capaz de perdoar. Ensinai as famílias a guardar e transmitir a fé, mesmo nas horas difíceis. Que o nosso canto seja testemunho de alegria. Amém.

Oração redigida pelo portal Músico Católico.

Para retiro, encontro ou evento

Tema
Uma fé que atravessa a perseguição
Lema
"Perdoo a todos"
Leitura
Mt 10,17-22 (sugerida)
Público
Jovens, crisma, catequistas, ministérios de música, grupos missionários
  1. 1Conhecer: apresentar quem eram os 26: religiosos, catequistas, artesãos e meninos.
  2. 2Perdoar: em silêncio, entregar a Deus uma mágoa e rezar pela pessoa que me feriu.
  3. 3Guardar a fé: conversar sobre como a fé é passada em casa e escolher um gesto concreto para a família.

Dinâmica: "O caminho até Nagasaki", 40 min · 26 nomes em cartões espalhados num percurso. Os grupos caminham, leem cada nome e uma frase sobre ele, e terminam com um canto diante da cruz.

Quando celebrar

6 de fevereiro · Memória · Vermelho

O martírio foi em 5 de fevereiro, dia de Santa Águeda; por isso a memória fica no dia 6.

Santuários e devoção

  • Martírio: Monumento e Museu dos 26 Mártires, colina de Nishizaka, Nagasaki (Japão)
  • Igreja: Basílica dos 26 Mártires do Japão (Igreja de Oura), Nagasaki