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Santo

São Nicolau de Tolentino

São Nicolau de Tolentino
Ritratto di San Nicola da Tolentino · Ambito bolognese · domínio público · origem

Sant'Angelo in Pontano (Itália), c. 1245 · Tolentino, 10 de setembro de 1305 · canonizado em 1446

  • Almas do purgatório
  • Doentes e mães que esperam filho
  • Crianças
  • Agostinianos
“Não temais, irmãos: o Senhor está conosco.”
Palavras atribuídas a ele nas biografias antigas, em especial a Vida escrita por Pedro de Monterubbiano para o processo de canonização (c. 1326). Não há escrito do próprio Nicolau. Tradução do portal.

Página em conferência. O texto foi redigido pelo portal a partir das fontes indicadas e ainda está sendo revisado; datas e detalhes podem ser ajustados.

Vida

Nicolau nasceu numa pequena cidade da região das Marcas, na Itália, filho de pais que o tinham pedido a Deus depois de muitos anos sem filhos, numa peregrinação a São Nicolau de Bari. Por isso recebeu o nome do santo.

Ainda jovem, entrou para os Eremitas de Santo Agostinho, os agostinianos, e foi ordenado padre por volta de 1270. Passou por vários conventos e, nos últimos trinta anos de vida, ficou em Tolentino, onde pregava, confessava e visitava doentes e pobres. Era conhecido pela penitência rigorosa e pela alegria no trato com as pessoas.

Tinha um carinho especial pelas almas do purgatório e rezava muito por elas. Morreu em Tolentino em 10 de setembro de 1305. O processo de canonização começou já em 1325, com centenas de testemunhas de curas, mas ele só foi canonizado em 1446, pelo papa Eugênio IV. Foi o primeiro santo da Ordem de Santo Agostinho canonizado.

Fontes: Pedro de Monterubbiano, Historia beati Nicolai de Tolentino (c. 1326); atas do processo de canonização (1325), publicadas em edição crítica no século XX; bula de canonização de Eugênio IV (1446).

O que nos ensina

Nicolau ensina a rezar pelos que morreram, lembrando que a caridade não termina com a morte. Ensina a unir oração e serviço: passava horas na igreja e horas com os doentes. E mostra que é possível viver a penitência sem perder a doçura com as pessoas.

Milagres

  1. Reconhecido

    Curas registradas no processo de 1325

    O processo de canonização, aberto vinte anos após sua morte, reuniu depoimentos de centenas de testemunhas sobre curas atribuídas à sua intercessão. É um dos processos medievais mais bem documentados.

  2. Tradição

    Os pãezinhos de São Nicolau

    Conta a tradição que, doente, ele viu Nossa Senhora, que lhe mandou comer um pedaço de pão molhado em água; ele sarou e passou a distribuir pãezinhos bentos aos doentes. Daí o costume dos "pãezinhos de São Nicolau", bentos ainda hoje em igrejas agostinianas no dia 10 de setembro.

  3. Tradição

    A visão das almas do purgatório

    As biografias contam que, numa semana, ele ouviu em sonho um frade falecido pedir que celebrasse Missas pelas almas do purgatório, e que depois as viu libertas. É tradição ligada à sua grande devoção pelos falecidos.

“Reconhecido” = examinado nos processos de beatificação e canonização ou narrado nas fontes oficiais. “Tradição” = relato devoto, sem exame formal.

Curiosidades

  • É costume, em igrejas agostinianas, benzer pães no dia dele. Os pãezinhos são levados a doentes e grávidas.
  • Seu corpo ficou escondido por séculos dentro da basílica de Tolentino e só foi reencontrado em 1926.
  • Há também a tradição dos "braços de São Nicolau": relíquias que, segundo relatos antigos, teriam sangrado em momentos de calamidade. A Igreja nunca se pronunciou oficialmente sobre isso.
  • A cidade de Tolentino tem até hoje a grande Basílica de São Nicolau, com afrescos do século XIV.
  • No Brasil, algumas paróquias e comunidades agostinianas o celebram, e há cidades com seu nome, como São Nicolau, no Rio Grande do Sul, cujo nome vem das missões jesuíticas e homenageia outro São Nicolau, o de Bari.

Oração

São Nicolau de Tolentino, amigo dos doentes e das almas do purgatório, que soubeste unir oração e caridade, ensina-nos a rezar pelos que morreram e a cuidar dos que sofrem. Intercede pelas mães que esperam filhos, pelas crianças e pelos enfermos. Que o pão partilhado e a oração fiel nos aproximem do Céu. Amém.

Oração redigida pelo portal Músico Católico.

Para retiro, encontro ou evento

Tema
Rezar pelos que partiram, servir os que ficaram
Lema
"Não temais: o Senhor está conosco"
Leitura
2Mc 12,43-46 (sugerida)
Público
Grupos de oração, pastoral da saúde, pastoral da esperança (luto), ministérios de música
  1. 1Lembrar: cada um escreve o nome de uma pessoa falecida que marcou sua vida e agradece a Deus por ela.
  2. 2Interceder: rezar juntos pelos falecidos lembrados e pelas almas esquecidas, que ninguém mais lembra.
  3. 3Servir: decidir um gesto pelos doentes ou enlutados da comunidade: uma visita, um telefonema, um pão partilhado.

Dinâmica: "Pão da lembrança", 40 min · pãezinhos, uma cesta, papeizinhos e canetas. Cada um escreve o nome de um falecido, coloca na cesta e recebe um pão; depois partilham o pão, lendo em voz alta alguns nomes, e terminam com o Eterno descanso cantado.

Quando celebrar

10 de setembro · Fora do calendário · Branco

Consta no Martirológio Romano em 10 de setembro, mas saiu do Calendário Romano Geral na reforma de 1969 e não está no próprio do Brasil. É festa na família agostiniana e em igrejas dedicadas a ele.

Santuários e devoção

  • Túmulo: Basílica de São Nicolau, Tolentino (Itália), com o Cappellone de afrescos do século XIV
  • Ordem: Igrejas e paróquias agostinianas no Brasil e no mundo