Santo
São José Bento Cottolengo

Bra (Itália), 3 de maio de 1786 · Chieri (Itália), 30 de abril de 1842 · canonizado em 1934
- Pequena Casa da Divina Providência
- Doentes e pessoas com deficiência (devoção)
- Quem confia na Providência
“A caridade de Cristo nos impele.”
Página em conferência. O texto foi redigido pelo portal a partir das fontes indicadas e ainda está sendo revisado; datas e detalhes podem ser ajustados.
Vida
José Bento Cottolengo nasceu em Bra, no Piemonte, o mais velho de doze filhos de uma família de comerciantes. Cresceu durante as guerras napoleônicas, estudou com dificuldade em tempos de seminários fechados e foi ordenado padre em 1811. Em 1818 tornou-se cônego da igreja do Corpus Domini, em Turim, onde era um padre culto, estimado e de vida tranquila.
Em 1827, foi chamado para atender uma mulher francesa, grávida e muito doente, que estava de passagem por Turim com a família. Ela fora recusada pelos hospitais por causa das regras de admissão e morreu sem cuidado adequado. O episódio o abalou profundamente. Em 1828 alugou alguns quartos e abriu um pequeno abrigo para doentes pobres que ninguém aceitava. Fechado por ordem das autoridades durante a epidemia de cólera de 1831, recomeçou em 1832 no bairro de Valdocco, com o nome de Pequena Casa da Divina Providência.
A obra cresceu muito depressa: doentes, idosos, órfãos, pessoas com deficiência física e mental, todos os que eram rejeitados em outros lugares. Para servi-los, fundou famílias de irmãs, irmãos e padres, incluindo ramos contemplativos que rezavam pela casa. Nunca quis rendas fixas nem guardar dinheiro: confiava que a Providência daria o necessário a cada dia. Morreu de tifo em Chieri, na casa de um irmão, em 30 de abril de 1842, repetindo palavras de um salmo de alegria. Foi beatificado em 1917 por Bento XV e canonizado em 19 de março de 1934 por Pio XI.
Fontes: Atas dos processos de beatificação e canonização; biografias publicadas pela Pequena Casa da Divina Providência; papa Bento XVI, audiência geral sobre São José Bento Cottolengo (28/4/2010).
O que nos ensina
Cottolengo ensina que a caridade começa onde os outros dizem "não temos lugar". Ensina a ver nos mais frágeis, os doentes graves, as pessoas com deficiência, os abandonados, a presença de Jesus, e a servi-los com alegria. Ensina a confiar na Providência sem cálculo e a unir trabalho e oração: a sua casa tinha mãos que cuidavam e corações que rezavam dia e noite.
Milagres
- Reconhecido
Curas da beatificação e da canonização
Para a beatificação (1917) e a canonização (1934), a Igreja examinou curas atribuídas à intercessão de Cottolengo, reconhecidas segundo as normas da época.
- Tradição
A Providência que nunca faltou
A Pequena Casa guarda muitos relatos de dias em que não havia pão nem dinheiro e a ajuda chegou na hora certa. Conta-se também que ele jogava fora o dinheiro que sobrava no fim do dia, para não confiar em reservas. São memórias da obra, contadas com sabor de tradição.
“Reconhecido” = examinado nos processos de beatificação e canonização ou narrado nas fontes oficiais. “Tradição” = relato devoto, sem exame formal.
Curiosidades
- Em Turim, a obra é chamada simplesmente de "il Cottolengo", e o nome virou sinônimo de casa para os mais pobres e frágeis.
- A Pequena Casa da Divina Providência continua funcionando em Valdocco, no mesmo bairro onde Dom Bosco abriu o seu Oratório.
- Um dos lemas da casa é "Deo gratias" (Graças a Deus), que se diz como saudação.
- Dom Orione deu o nome de "Pequenos Cotolengos" às suas casas para pessoas com deficiência, em homenagem a ele.
- Viveu na mesma Turim de São José Cafasso e de Dom Bosco, num tempo em que a cidade era chamada de capital dos santos sociais.
Oração
São José Bento Cottolengo, servo dos pobres e amigo da Divina Providência, que abriste as portas a quem ninguém queria receber, ensina-nos a reconhecer Jesus nos doentes, nos idosos e nas pessoas com deficiência. Dá-nos confiança na Providência e coragem para servir sem medida. Que a nossa vida e o nosso canto digam sempre: Deo gratias. Amém.
Oração redigida pelo portal Músico Católico.
Para retiro, encontro ou evento
- Tema
- Onde ninguém tem lugar, Deus abre a porta
- Lema
- "A caridade de Cristo nos impele"
- Leitura
- Mt 6,25-34 (sugerida)
- Público
- Jovens, crisma, pastoral da saúde, voluntários, ministérios de música
- 1Ver: perguntar quem é "recusado" na nossa comunidade: quem fica de fora, sem lugar e sem cuidado.
- 2Confiar: entregar a Deus, numa oração escrita, uma preocupação material e pedir a graça da confiança.
- 3Acolher: combinar uma visita ou um serviço numa casa de idosos, hospital ou instituição para pessoas com deficiência.
Dinâmica: "A porta aberta", 40 min · uma porta desenhada em papel grande, post-its. Cada participante escreve o nome de um grupo de pessoas que costuma ficar de fora e cola na porta; o grupo escolhe um deles para servir no mês e encerra cantando um canto de ação de graças.
Quando celebrar
30 de abril · Fora do calendário · Branco
Não está no Calendário Romano Geral nem no próprio do Brasil. É lembrado no Martirológio em 30 de abril, dia da morte, e celebrado em Turim e pela família cottolenguina.
Santuários e devoção
- Túmulo: Igreja da Pequena Casa da Divina Providência, Turim (Itália)
- Onde morreu: Chieri, no Piemonte (Itália)
- Terra natal: Bra, no Piemonte (Itália)