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Santo

São João Maria Vianney

São João Maria Vianney
Jean-Marie Vianney · George Desvallières · domínio público · origem

Dardilly (França), 8 de maio de 1786 · Ars, 4 de agosto de 1859 · canonizado em 1925

  • Párocos
  • Padres do mundo inteiro
  • Confessores
“O sacerdócio é o amor do Coração de Jesus.”
Dito do Cura d'Ars recolhido por B. Nodet, Jean-Marie Vianney, curé d'Ars: sa pensée, son coeur (1958), e citado no Catecismo da Igreja Católica, §1589. Tradução do portal.

Página em conferência. O texto foi redigido pelo portal a partir das fontes indicadas e ainda está sendo revisado; datas e detalhes podem ser ajustados.

Vida

João Maria nasceu numa família de camponeses perto de Lyon, nos anos da Revolução Francesa, quando a Igreja era perseguida. Fez a primeira comunhão às escondidas, num celeiro, e trabalhou no campo cuidando de ovelhas. Só aos 20 anos começou a estudar para padre, com o pároco de Écully, o padre Balley.

Teve enorme dificuldade com o latim e chegou a ser dispensado do seminário. Convocado ao exército em 1809, acabou escondido por mais de um ano numa aldeia de montanha. Com a ajuda paciente do padre Balley, foi ordenado em 1815, em Grenoble. Em 1818 foi mandado para Ars, uma aldeia de pouco mais de 200 habitantes, onde a fé estava esfriada.

Rezava, jejuava, visitava as famílias e pregava com simplicidade. Abriu uma casa para meninas órfãs, La Providence. Aos poucos, a aldeia mudou, e a fama do confessor se espalhou pela França: nos últimos anos chegava a passar de 12 a 16 horas por dia no confessionário, e dezenas de milhares de peregrinos iam a Ars todo ano. Tentou várias vezes fugir para uma vida de recolhimento, mas sempre voltou. Morreu em 4 de agosto de 1859, aos 73 anos. Pio XI o canonizou em 1925 e o declarou padroeiro dos párocos em 1929.

Fontes: Processo de beatificação (depoimentos de testemunhas, 1862-1865); Alfred Monnin, O Cura d'Ars (1861); Francis Trochu, O Cura d'Ars (1925); São João XXIII, encíclica Sacerdotii Nostri Primordia (1959); Bento XVI, carta de abertura do Ano Sacerdotal (2009).

O que nos ensina

O Cura d'Ars ensina que a santidade não depende de talento: ele foi um aluno fraco e se tornou um dos maiores pastores da história, porque rezava e amava o seu povo. Ensina o valor da confissão, onde Deus espera o pecador com misericórdia, e da Eucaristia, diante da qual passava horas. Para quem serve na liturgia, ele lembra que a igreja bem cuidada e a celebração digna são formas de amar a Deus e de atrair as pessoas.

Milagres

  1. Reconhecido

    Curas da beatificação e da canonização

    Para a beatificação, em 1905, por São Pio X, e para a canonização, em 1925, foram examinadas e aprovadas curas atribuídas à sua intercessão, conforme o processo canônico.

  2. Tradição

    O trigo do celeiro de La Providence

    Testemunhas do processo contaram que, num ano de escassez, o celeiro quase vazio da casa das órfãs apareceu cheio de trigo depois de o Cura rezar e colocar ali uma relíquia de São Francisco Régis. Ele mesmo atribuía as graças de Ars a Santa Filomena, de quem era devoto.

  3. Tradição

    As perturbações do "Grappin"

    Durante cerca de 35 anos ele relatou barulhos, golpes e perturbações noturnas que atribuía ao demônio, a quem chamava de "Grappin" (o "gancho"). Dizia que as noites mais agitadas costumavam anunciar a chegada de um grande pecador para se confessar.

“Reconhecido” = examinado nos processos de beatificação e canonização ou narrado nas fontes oficiais. “Tradição” = relato devoto, sem exame formal.

Curiosidades

  • Seu corpo repousa num relicário de vidro na basílica de Ars; o rosto é coberto por uma máscara de cera.
  • Quando chegou perto de Ars, perguntou o caminho a um menino e disse a ele: "Tu me mostraste o caminho de Ars, eu te mostrarei o caminho do céu". Há um monumento no lugar do encontro.
  • Comia muito pouco, quase só batatas cozidas, que às vezes deixava prontas para vários dias.
  • Bento XVI abriu o Ano Sacerdotal (2009 e 2010) nos 150 anos da sua morte.
  • Napoleão III lhe concedeu a Legião de Honra; ele nunca usou a medalha e quis vendê-la para dar o dinheiro aos pobres.
  • O seu coração é levado em peregrinação a vários países, inclusive em visitas ao Brasil.

Oração

São João Maria Vianney, pastor humilde de Ars, que passaste a vida no confessionário e diante do sacrário, alcança para os nossos padres um coração parecido com o de Jesus. Ensina-nos a voltar a Deus pela confissão e a amar a Eucaristia. Abençoa as nossas paróquias, os ministérios e todos os que servem no altar, para que a nossa música leve o povo a rezar. Amém.

Oração redigida pelo portal Músico Católico.

Para retiro, encontro ou evento

Tema
Voltar para casa: a misericórdia que espera
Lema
"Não é o pecador que volta para Deus; é Deus que corre atrás dele"
Leitura
Lc 15,11-32 (sugerida)
Público
Ministérios de música, catequistas, crisma, pastoral vocacional, grupos de oração
  1. 1Olhar: exame de consciência em silêncio, com perguntas simples sobre a família, o serviço e a oração.
  2. 2Voltar: momento de confissão, se houver padre, ou de oração diante do Santíssimo.
  3. 3Servir: escrever um bilhete de agradecimento ao padre da paróquia, assinado pelo grupo.

Dinâmica: "O caminho de Ars", 30 min · fitas no chão marcando um caminho até uma vela ou o sacrário. Cada participante caminha em silêncio e deixa no fim um papel com o que quer entregar a Deus.

Quando celebrar

4 de agosto · Memória · Branco

Santuários e devoção

  • Túmulo: Basílica e santuário de Ars-sur-Formans (França)
  • Casa: Casa paroquial do Cura, conservada em Ars
  • Nascimento: Casa natal em Dardilly, perto de Lyon (França)