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Santo

São João de Brito

São João de Brito
St. John De Britto · Cleetuscls · CC BY-SA 4.0 · origem

Lisboa, 1º de março de 1647 · Oriyur (Índia), 4 de fevereiro de 1693 · canonizado em 1947

  • Missionários na Ásia
  • Portugal (devoção popular)
  • Quem anuncia o Evangelho em outra cultura
“Morro por ensinar a lei do verdadeiro Deus.”
Palavras atribuídas a ele pelos relatos jesuítas do martírio, escritos logo depois de 1693. Não há registro literal seguro; tradução e forma do portal.

Página em conferência. O texto foi redigido pelo portal a partir das fontes indicadas e ainda está sendo revisado; datas e detalhes podem ser ajustados.

Vida

João nasceu numa família nobre de Lisboa e foi pajem do infante dom Pedro, futuro rei de Portugal. Ainda menino, ficou gravemente doente; a mãe o consagrou a São Francisco Xavier e ele se curou. Aos 15 anos entrou na Companhia de Jesus, contra a vontade de muitos na corte, e pediu para ir às missões da Índia.

Chegou a Goa em 1673 e foi para a missão de Madurai, no sul da Índia, onde se falava o tâmil. Seguindo o caminho aberto por Roberto de Nobili, adotou o modo de vida dos mestres religiosos do lugar: vestia-se como eles, comia só arroz, legumes e frutas, andava descalço e aprendeu bem a língua e os costumes. Queria que o Evangelho fosse ouvido sem parecer coisa de estrangeiro.

Em 1686 foi preso e torturado no reino de Marava, e depois libertado. Voltou a Portugal em 1687 como procurador da missão e recusou ficar na corte, onde o rei o queria como conselheiro. Retornou à Índia em 1690. Batizou um príncipe local, Tadiyatevar, que, para viver o casamento cristão, despediu as outras esposas; uma delas era parente do rajá Raghunatha Sethupathi. O rajá mandou prendê-lo, e ele foi decapitado em Oriyur, em 4 de fevereiro de 1693. Foi beatificado em 1853 e canonizado por Pio XII em 1947.

Fontes: Cartas do próprio João de Brito; relatos jesuítas do martírio (fim do século XVII); processo de beatificação; Pio XII, canonização (22 de junho de 1947).

O que nos ensina

João de Brito ensina que anunciar Jesus pede respeito profundo pela cultura de quem escuta: aprender a língua, os costumes e o jeito de rezar do outro antes de falar. Ensina também a liberdade de quem recusa o conforto e o prestígio para ficar com o povo a quem foi enviado. Para quem serve na liturgia, é um lembrete de que a fé se expressa bem quando fala a linguagem do lugar.

Milagres

  1. Tradição

    A cura na infância

    Biógrafos antigos contam que, muito doente na infância, ele foi consagrado pela mãe a São Francisco Xavier e se curou. Por gratidão, usou durante um ano a batina de jesuíta, ainda menino.

  2. Reconhecido

    Curas da beatificação e da canonização

    Para a beatificação (1853) e a canonização (1947), a Igreja examinou curas atribuídas à sua intercessão, segundo as normas da época.

  3. Tradição

    A areia vermelha de Oriyur

    Diz a tradição local que a terra do lugar do martírio ficou avermelhada, e peregrinos de várias religiões levam um pouco dela como lembrança e pedido de cura.

“Reconhecido” = examinado nos processos de beatificação e canonização ou narrado nas fontes oficiais. “Tradição” = relato devoto, sem exame formal.

Curiosidades

  • Na Índia, era conhecido pelo nome tâmil Arul Anandar.
  • Oriyur, no estado de Tamil Nadu, tem um santuário que recebe cristãos, hindus e muçulmanos.
  • Em Portugal há várias escolas e paróquias com o nome dele, e um colégio jesuíta em Lisboa.
  • Ele usava a veste cor de açafrão dos penitentes indianos, o que causou espanto entre alguns europeus da época.
  • O infante de quem foi pajem tornou-se o rei Pedro II, que tentou retê-lo em Lisboa em 1688.

Oração

São João de Brito, que deixaste a corte e a tua terra para anunciar Jesus na língua e no jeito de viver do povo da Índia, ensina-nos a respeitar a cultura de cada pessoa e a falar de Deus com humildade. Dá coragem aos missionários e aos que sofrem por causa da fé. Que o nosso canto seja ponte entre os povos. Amém.

Oração redigida pelo portal Músico Católico.

Para retiro, encontro ou evento

Tema
Falar de Deus na língua do outro
Lema
"Fiz-me tudo para todos" (1Cor 9,22)
Leitura
1Cor 9,19-23 (sugerida)
Público
Jovens, grupos missionários, catequistas, ministérios de música
  1. 1Escutar: pensar em alguém distante da Igreja e no que é importante para essa pessoa.
  2. 2Aprender: conversar em duplas sobre como anunciar a fé com palavras e gestos que essa pessoa entenda.
  3. 3Ir: escolher um gesto concreto de aproximação para a semana.

Dinâmica: "Traduzindo o Evangelho", 40 min · Bíblia, papel, canetas. Cada grupo recebe uma parábola e a recria com imagens, músicas e expressões da realidade de hoje.

Quando celebrar

4 de fevereiro · Fora do calendário · Vermelho

Não está no Calendário Romano Geral. É celebrado em Portugal, na Índia e na Companhia de Jesus em 4 de fevereiro. Como mártir, a cor é o vermelho.

Santuários e devoção

  • Martírio: Santuário de São João de Brito, Oriyur, Tamil Nadu (Índia)
  • Terra natal: Igreja de São Roque, Lisboa (Portugal), da Companhia de Jesus