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Santo

São Cristóvão Magallanes e companheiros

São Cristóvão Magallanes e companheiros
Cristobal · domínio público · origem

Totatiche, Jalisco (México), 30 de julho de 1869 · Colotlán, Jalisco, 25 de maio de 1927 · grupo de 25 mártires mortos entre 1915 e 1937 · canonizados em 2000

  • Igreja perseguida no México
  • Padres e seminaristas (devoção popular)
  • Missões entre os povos indígenas (devoção popular)
“Morro inocente e peço a Deus que o meu sangue sirva para a união dos meus irmãos mexicanos.”
Palavras atribuídas a São Cristóvão Magallanes pouco antes da execução, em 1927, conforme os testemunhos reunidos no processo de canonização. Tradução do portal a partir do espanhol.

Página em conferência. O texto foi redigido pelo portal a partir das fontes indicadas e ainda está sendo revisado; datas e detalhes podem ser ajustados.

Vida

Cristóvão Magallanes Jara nasceu numa família pobre de camponeses em Totatiche, no estado de Jalisco. Trabalhou como pastor de ovelhas e entrou no seminário de Guadalajara já moço. Ordenado padre em 1899, foi nomeado pároco da sua terra natal, onde ficou por quase trinta anos. Ali fundou escolas, oficinas, cooperativas e um pequeno seminário, e organizou missões entre os indígenas huicholes da serra, com respeito pela língua e pela cultura deles.

Depois da Revolução Mexicana, leis duras contra a Igreja foram aplicadas com força a partir de 1926, no governo de Plutarco Elías Calles: os padres foram proibidos de exercer o ministério e os cultos públicos foram suspensos. Parte dos católicos pegou em armas na chamada Guerra Cristera ou Cristiada (1926 a 1929). Padre Cristóvão não apoiou a luta armada e chegou a escrever contra ela, mas continuou atendendo os fiéis às escondidas e manteve o seminário funcionando em casas particulares.

Em 21 de maio de 1927 foi preso a caminho de uma celebração e, poucos dias depois, em 25 de maio, foi fuzilado em Colotlán sem julgamento, junto com o jovem padre Agostinho Caloca. Antes de morrer, perdoou os executores. A Igreja reuniu na mesma causa 25 mártires mexicanos daqueles anos: 22 padres diocesanos e 3 leigos que se recusaram a renegar a fé. Foram beatificados por João Paulo II em 1992 e canonizados por ele em 21 de maio de 2000.

Fontes: São João Paulo II, homilia da canonização (21 de maio de 2000) e biografias oficiais da Santa Sé (vatican.va); processo de canonização (Congregação para as Causas dos Santos); Jean Meyer, A Cristiada (estudo histórico, 1973 a 1974).

O que nos ensina

Os mártires da Cristiada ensinam que a fidelidade a Cristo pode custar a vida, e que o cristão responde à perseguição com perdão, não com ódio. Padre Cristóvão mostra que é possível ser firme na fé sem pregar a violência: continuou servindo o povo, formando padres e anunciando o Evangelho, até o fim. É também um modelo de pároco que cuida da alma e da vida concreta da sua gente, com escolas, trabalho e respeito pelos povos indígenas.

Milagres

  1. Reconhecido

    O martírio reconhecido

    Como mártires, foram beatificados sem a exigência de milagre: a Igreja reconheceu que morreram em ódio à fé. Para a canonização do grupo, em 2000, foi examinado um milagre atribuído à intercessão dos mártires.

  2. Tradição

    A vela que não se apagava

    Em Jalisco contam-se histórias de sinais ligados aos mártires, como velas que não se apagavam nos lugares das execuções. São relatos da piedade popular, sem verificação.

“Reconhecido” = examinado nos processos de beatificação e canonização ou narrado nas fontes oficiais. “Tradição” = relato devoto, sem exame formal.

Curiosidades

  • Entre os companheiros estão também São Toríbio Romo, muito popular entre os migrantes mexicanos, e São Davi Roldán, um dos leigos.
  • No mesmo ano, 1927, foi morto também o padre jesuíta Miguel Agustín Pro, beatificado em 1988, que não faz parte deste grupo.
  • O padre Cristóvão escreveu, em plena perseguição, que a religião não se defende com armas, e procurou dissuadir os jovens de entrar na guerra.
  • O seminário que ele fundou em Totatiche continuou formando padres mesmo na clandestinidade.
  • Os conflitos entre Igreja e Estado no México só foram pacificados em 1929, com os chamados "arreglos", e as relações diplomáticas com a Santa Sé foram restabelecidas apenas em 1992.

Oração

São Cristóvão Magallanes e santos mártires do México, que destes a vida por Cristo perdoando os vossos perseguidores, intercedei por nós. Fortalecei os cristãos que hoje sofrem por causa da fé, sustentai os padres e os seminaristas, e fazei de nós construtores de paz e de unidade. Que o nosso canto proclame Cristo Rei com a vida e com o amor. Amém.

Oração redigida pelo portal Músico Católico.

Para retiro, encontro ou evento

Tema
Firmes na fé, mansos no coração
Lema
"Que o meu sangue sirva para a união dos meus irmãos"
Leitura
Mt 5,10-12.43-45 (sugerida)
Público
Jovens, crisma, ministérios, grupos vocacionais
  1. 1Fidelidade: em que situação do meu dia eu escondo a minha fé por medo ou vergonha? Silêncio pessoal.
  2. 2Perdão: quem me feriu e precisa do meu perdão, como os mártires perdoaram? Oração em silêncio.
  3. 3Unidade: cada grupo escolhe um gesto concreto para promover a reconciliação na comunidade ou na família.

Dinâmica: "Velas acesas", 30 min · uma vela por pessoa e uma vela grande no centro. Cada um acende a sua na vela grande dizendo o nome de alguém por quem vai rezar, lembrando os cristãos perseguidos de hoje.

Quando celebrar

21 de maio · Memória facultativa · Vermelho

Memória facultativa no Calendário Romano Geral desde 2002. No México, tem grau maior. Quando cai no tempo pascal, segue as normas do tempo.

Santuários e devoção

  • Túmulo: Paróquia de Totatiche, Jalisco (México), onde repousam as relíquias de São Cristóvão
  • Martírio: Colotlán, Jalisco (México)
  • Santuário: Santuário dos Mártires de Cristo Rei, cerro do Tesoro, Guadalajara (México)