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Santo

São Carlos Lwanga e companheiros

São Carlos Lwanga e companheiros
Namugongo Martyrs Shrine exterior view · Isabelle Prondzynski · CC BY 2.0 · origem

Carlos Lwanga: Bulimu (Uganda), c. 1860 · Namugongo, 3 de junho de 1886 · 22 mártires católicos mortos entre 1885 e 1887 · canonizados em 1964

  • Juventude africana
  • Ação Católica na África (desde 1934)
  • Uganda
“Uma fonte que tem muitas nascentes nunca seca.”
Frase atribuída pela tradição ugandense a Carlos Lwanga, a caminho de Namugongo, para dizer que a morte deles faria a Igreja crescer. Sem registro escrito da época. Tradução do portal.

Página em conferência. O texto foi redigido pelo portal a partir das fontes indicadas e ainda está sendo revisado; datas e detalhes podem ser ajustados.

Vida

Os primeiros missionários católicos, os Padres Brancos, chegaram ao reino de Buganda, na atual Uganda, em 1879. Muitos jovens da corte do rei, os pajens, se interessaram pela fé, foram catequizados e batizados. O rei Mutesa I tolerou os missionários, mas o filho dele, Mwanga II, que subiu ao trono em 1884, passou a ver os cristãos como desobedientes, pois punham a lealdade a Cristo acima da vontade do rei.

Em 15 de novembro de 1885, o chefe dos pajens, José Mukasa Balikuddembe, foi decapitado por ter repreendido o rei e protegido os rapazes. Carlos Lwanga assumiu o cuidado dos pajens cristãos. Na noite em que soube que seria preso, batizou em segredo os catecúmenos mais jovens. O rei exigia dos pajens que cedessem às suas vontades imorais e que renunciassem à fé; eles recusaram.

Presos, os jovens foram levados a pé até Namugongo, a cerca de 16 quilômetros, e em 3 de junho de 1886 Carlos Lwanga e muitos companheiros foram queimados vivos. Entre os mártires estava Kizito, de uns 14 anos. Também morreram jovens anglicanos, lembrados pela Igreja Anglicana. Os 22 mártires católicos foram beatificados por Bento XV em 1920 e canonizados por Paulo VI em 18 de outubro de 1964, durante o Concílio Vaticano II.

Fontes: Diários e cartas dos Padres Brancos em Buganda (1885-1887); processo de beatificação (1912-1920); homilia de Paulo VI na canonização (1964) e sua visita a Namugongo (1969).

O que nos ensina

Os mártires de Uganda ensinam que nenhuma autoridade humana pode mandar na consciência e na dignidade de uma pessoa. Eram jovens, muitos recém-batizados, e mesmo assim ficaram firmes. Carlos mostra também o cuidado de um líder com os mais novos: protegeu-os, batizou-os e os acompanhou até o fim. A fé deles fez a Igreja na África crescer de forma impressionante.

Milagres

  1. Reconhecido

    O martírio reconhecido

    A Igreja reconheceu que os 22 jovens foram mortos por ódio à fé, o que bastou para a beatificação em 1920 e a canonização em 1964.

  2. Reconhecido

    Curas examinadas para a canonização

    Para a canonização, a Igreja examinou curas atribuídas à intercessão dos mártires, conforme as normas da época.

“Reconhecido” = examinado nos processos de beatificação e canonização ou narrado nas fontes oficiais. “Tradição” = relato devoto, sem exame formal.

Curiosidades

  • Todo 3 de junho, milhões de peregrinos vão a pé até Namugongo, muitos vindos de países vizinhos, numa das maiores romarias da África.
  • Paulo VI foi o primeiro papa a visitar a África subsaariana, em 1969, e foi a Namugongo rezar no lugar do martírio.
  • A basílica de Namugongo tem a forma de uma cabana tradicional africana, apoiada em 22 colunas, uma para cada mártir católico.
  • A canonização foi em pleno Concílio, e eles foram os primeiros santos da África subsaariana dos tempos modernos.
  • Os mártires anglicanos mortos com eles são lembrados também no calendário da Igreja Anglicana, no mesmo dia.

Oração

São Carlos Lwanga e companheiros, jovens que preferistes a fidelidade a Cristo a qualquer ordem injusta, dai-nos coragem para dizer não ao que fere a nossa dignidade e a dos outros. Protegei os jovens da nossa comunidade e ajudai-nos a cuidar dos mais novos como vós cuidastes. Intercedei pela Igreja na África. Amém.

Oração redigida pelo portal Músico Católico.

Para retiro, encontro ou evento

Tema
Firmes na fé desde jovens
Lema
"Ninguém despreze a tua juventude" (1Tm 4,12)
Leitura
2Mc 7,1-2.9-14 (leitura da memória)
Público
Crisma, grupos de jovens, ministérios de música jovens, coordenadores de jovens
  1. 1Ouvir a história: contar a história dos pajens de Buganda e do caminho até Namugongo.
  2. 2Discernir: em pequenos grupos, falar das pressões que um jovem cristão sofre hoje e de onde vem a força para resistir.
  3. 3Cuidar: os mais velhos do grupo assumem acompanhar um mais novo durante o mês, como Carlos fez.

Dinâmica: "As 22 colunas", 30 min · 22 tiras de papel. Cada tira recebe um valor ou uma atitude que sustenta a fé; o grupo monta uma "basílica" no chão com elas e reza no centro.

Quando celebrar

3 de junho · Memória · Vermelho

Memória obrigatória no Calendário Romano Geral. Em Uganda, o dia é feriado nacional.

Santuários e devoção

  • Lugar do martírio: Basílica dos Mártires de Uganda, Namugongo (Uganda)
  • Martírio de José Mukasa: Santuário de Mityana e outros lugares de martírio em Uganda
  • Capital: Catedral de Rubaga, Kampala (Uganda)