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Santo

São Carlos de Foucauld

São Carlos de Foucauld
Charles de Foucauld · Edsdet · domínio público · origem

Estrasburgo (França), 15 de setembro de 1858 · Tamanrasset (Argélia), 1º de dezembro de 1916 · canonizado em 2022

  • Quem busca a Deus depois de afastar-se
  • Vida escondida e fraterna
  • Diálogo com os muçulmanos (devoção)
“Desde que acreditei que havia um Deus, compreendi que não podia fazer outra coisa senão viver só para ele.”
Carta a Henry de Castries, 14 de agosto de 1901. Domínio público; tradução do portal.

Página em conferência. O texto foi redigido pelo portal a partir das fontes indicadas e ainda está sendo revisado; datas e detalhes podem ser ajustados.

Vida

Carlos ficou órfão aos seis anos e foi criado pelo avô. Herdou uma grande fortuna, perdeu a fé na adolescência e levou uma vida de festas e desordem como oficial da cavalaria francesa, na Argélia. Deixou o exército e, entre 1883 e 1884, explorou o Marrocos disfarçado de rabino, viagem que lhe rendeu uma medalha de ouro da Sociedade de Geografia de Paris. A oração dos muçulmanos que viu no deserto o deixou inquieto: "Meu Deus, se existes, faze que eu te conheça".

Em 1886, em Paris, entrou na igreja de Santo Agostinho para pedir aulas de religião ao padre Huvelin, que o mandou confessar-se e comungar ali mesmo. Daí em diante quis imitar a vida escondida de Jesus em Nazaré. Foi monge trapista na França e na Síria, trabalhou como empregado das clarissas em Nazaré e, em 1901, foi ordenado padre.

Foi viver no Saara argelino, primeiro em Béni Abbès e depois em Tamanrasset, entre os tuaregues, como "irmão universal": acolhia todos, rezava longas horas diante do Santíssimo e escreveu um dicionário tuaregue-francês. Sonhava com comunidades de irmãos, mas morreu sozinho, em 1º de dezembro de 1916, assassinado na porta do seu eremitério durante um ataque. Foi beatificado em 2005 e canonizado pelo papa Francisco em 2022.

Fontes: Cartas e meditações de Charles de Foucauld (publicadas a partir de 1917); René Bazin, Charles de Foucauld, explorador do Marrocos, eremita no Saara (1921); homilia do papa Francisco na canonização (2022).

O que nos ensina

Carlos de Foucauld ensina que nunca é tarde para voltar para Deus e que a santidade pode ser escondida, feita de oração, trabalho e amizade com quem é diferente de nós. Viveu o Evangelho mais com a vida do que com palavras, como presença fraterna entre muçulmanos. Sua oração de abandono ensina a entregar tudo nas mãos do Pai.

Milagres

  1. Reconhecido

    A cura de Giovanna Citeri

    Uma italiana curou-se de um tumor ósseo depois de pedir a intercessão dele. A cura foi reconhecida para a beatificação, celebrada em Roma em 13 de novembro de 2005, no pontificado de Bento XVI.

  2. Reconhecido

    O jovem que caiu em Saumur

    Em 2016, um jovem carpinteiro caiu de cerca de 15 metros de altura enquanto trabalhava na capela de um colégio em Saumur, na França, cidade onde Foucauld estudou na escola de cavalaria. Sobreviveu sem sequelas graves depois das orações da comunidade. Foi o milagre aprovado para a canonização.

“Reconhecido” = examinado nos processos de beatificação e canonização ou narrado nas fontes oficiais. “Tradição” = relato devoto, sem exame formal.

Curiosidades

  • Sua "Oração de abandono" ("Meu Pai, eu me abandono a ti...") nasceu de uma meditação escrita por ele em 1896 e é rezada no mundo inteiro.
  • Em vida não conseguiu nenhum discípulo; depois da morte, seus escritos inspiraram mais de vinte famílias religiosas e leigas, como os Irmãozinhos e as Irmãzinhas de Jesus.
  • As Irmãzinhas de Jesus viveram por décadas junto ao povo tapirapé, no Mato Grosso, inspiradas no modo de vida dele.
  • O dicionário tuaregue-francês que ele preparou ainda é usado por estudiosos.
  • No peito do hábito usava um coração vermelho com uma cruz, sinal que virou o símbolo da sua família espiritual.

Oração

São Carlos de Foucauld, irmão universal, que voltaste a Deus depois de um longo afastamento, intercede por nós. Ensina-nos a viver como Jesus em Nazaré, na simplicidade, no trabalho e na oração, e a ser irmãos de todos, sobretudo dos que pensam diferente. Que saibamos dizer contigo: meu Pai, eu me abandono a ti. Amém.

Oração redigida pelo portal Músico Católico.

Para retiro, encontro ou evento

Tema
Nazaré: a santidade escondida
Lema
"Meu Pai, eu me abandono a ti"
Leitura
Lc 2,39-52 (sugerida)
Público
Jovens, grupos de oração, ministérios, quem está voltando para a Igreja
  1. 1Buscar: como ele no deserto, rezar: "Meu Deus, se existes, faze que eu te conheça".
  2. 2Adorar: um tempo de silêncio diante do Santíssimo, sem pedir nada, só estar.
  3. 3Ser irmão: escolher alguém diferente de mim para visitar ou acolher nesta semana.

Dinâmica: "Oração de abandono", 30 min · a oração impressa, uma vela por pessoa. O grupo reza devagar, frase por frase, e cada um sublinha a frase mais difícil de dizer e partilha por quê.

Quando celebrar

1º de dezembro · Fora do calendário · Branco

Não está no Calendário Romano Geral. É celebrado pelas famílias espirituais que nasceram dele.

Santuários e devoção

  • Túmulo: El Goléa (El Meniaa), Argélia
  • Eremitério: Assekrem, no maciço do Hoggar, perto de Tamanrasset (Argélia)
  • Conversão: Igreja de Santo Agostinho, Paris
  • Terra natal: Estrasburgo (França)