Pular para o conteúdo
Entrar

Santo

Santo Onofre

Santo Onofre
American English: Saint Onuphrius Saint Onuphrius (Tzanes)title QS:P1476,en-us:"Saint Onuphrius "label QS:Len-us,"Saint Onuphrius "label QS:Len,"Saint Onuphrius (Tzanes)" · Emmanuel Tzanes · domínio público · origem

Egito, século IV ou V (segundo a tradição) · morreu no deserto, em data desconhecida

  • Eremitas
  • Tecelões (na Itália)
  • No Brasil, invocado nas necessidades materiais e contra o vício da bebida (devoção popular)
“Deus não abandona quem por amor a Ele vive na solidão.”
Resumo do portal de uma fala que a Vida de Onofre, atribuída ao monge Pafnúcio, põe na boca do eremita ao contar como foi alimentado no deserto. Não é citação literal.

Página em conferência. O texto foi redigido pelo portal a partir das fontes indicadas e ainda está sendo revisado; datas e detalhes podem ser ajustados.

Vida

O que se sabe de Onofre vem de um único relato, a Vida escrita por um monge chamado Pafnúcio, conservada em grego, copta e outras línguas. Pafnúcio conta que, viajando pelo deserto do Egito para conhecer os eremitas, encontrou um homem velho, coberto só pelos próprios cabelos e por uma tanga de folhas: era Onofre.

Onofre contou que tinha sido monge num mosteiro perto de Tebas e que, desejando imitar o profeta Elias e João Batista, foi viver sozinho no deserto. Ali passou cerca de sessenta anos, em oração, alimentado por uma tamareira e por uma fonte, e, segundo o relato, recebendo a Comunhão das mãos de um anjo aos domingos.

Depois de conversar com Pafnúcio, Onofre morreu, e o visitante o sepultou numa cavidade da rocha. O relato termina dizendo que a tamareira secou e a fonte deixou de correr, sinal de que aquele lugar era só dele. A devoção a Onofre se espalhou pelo Oriente e pela Europa, sobretudo na Itália, e chegou ao Brasil com os portugueses.

Fontes: Vida de Santo Onofre atribuída a Pafnúcio (versões grega e copta, séculos V a VII); Martirológio Romano, 12 de junho; tradições populares portuguesas e brasileiras.

O que nos ensina

Onofre ensina o valor do silêncio e da confiança total em Deus: ele viveu com quase nada e nunca se sentiu abandonado. Num tempo de barulho e consumo, lembra que é possível viver com pouco e encontrar Deus no deserto. A devoção popular no Brasil, que o invoca nas faltas de dinheiro, pode ser lida assim: quem confia em Deus aprende a não se desesperar com o necessário.

Milagres

  1. Tradição

    Alimentado no deserto

    A Vida conta que uma tamareira e uma fonte o sustentaram por décadas e que um anjo lhe trazia a Comunhão. É um relato hagiográfico antigo, sem confirmação histórica.

  2. Tradição

    Graças pedidas pelo povo

    No Brasil e em Portugal, muita gente reza a Santo Onofre pedindo que não falte o pão em casa e pela libertação do vício da bebida. São testemunhos de devoção popular, sem exame canônico.

“Reconhecido” = examinado nos processos de beatificação e canonização ou narrado nas fontes oficiais. “Tradição” = relato devoto, sem exame formal.

Curiosidades

  • Em Roma, a igreja de Santo Onofre no monte Janículo (século XV) é onde morreu o poeta Torquato Tasso, em 1595.
  • Na Itália, é padroeiro dos tecelões, talvez porque se cobria com os próprios cabelos, como um tecido.
  • No Brasil, circulam orações a Santo Onofre "para não faltar dinheiro". A Igreja lembra que oração não é amuleto: o santo é intercessor, e a confiança é em Deus.
  • O nome vem do egípcio e é às vezes explicado como "aquele que é sempre bom".
  • A associação popular com quem bebe demais é brasileira e portuguesa; a origem não é clara.

Oração

Santo Onofre, que viveste no deserto confiando só em Deus, ensina-nos a buscar o essencial. Intercede pelas famílias que passam necessidade, para que não lhes falte o pão de cada dia, e por todos os que lutam contra o vício da bebida. Dá-nos um coração livre do apego e cheio de confiança. Que o nosso canto nasça do silêncio diante de Deus. Amém.

Oração redigida pelo portal Músico Católico.

Para retiro, encontro ou evento

Tema
O deserto que alimenta
Lema
"Vinde a um lugar deserto e descansai um pouco" (Mc 6,31)
Leitura
Mc 6,30-34 (sugerida)
Público
Ministérios de música, equipes de liturgia, jovens, retiros de silêncio
  1. 1Calar: quinze minutos de silêncio completo, sem celular, sem música.
  2. 2Desapegar: listar o que eu acho que não consigo viver sem e perguntar se é mesmo essencial.
  3. 3Confiar: escrever uma necessidade concreta e entregá-la a Deus num momento de oração.

Dinâmica: "Um dia no deserto", 45 min · sala sem enfeites, uma vela, um pouco de pão e água. O grupo partilha o pão em silêncio e depois canta baixinho um refrão meditativo, sem instrumento.

Quando celebrar

12 de junho · Fora do calendário · Branco

Consta no Martirológio Romano em 12 de junho, mas não está no Calendário Romano Geral nem no próprio do Brasil. Algumas comunidades fazem festa local.

Santuários e devoção

  • Roma: Igreja de Santo Onofre no Janículo, Roma (Itália)
  • Onde viveu: Deserto da Tebaida, Egito (segundo a tradição)