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Santo

Santo Edmundo Campion

Santo Edmundo Campion
Campion · J.M. Lerch; Antwerp · domínio público · origem

Londres, 25 de janeiro de 1540 · Tyburn (Londres), 1º de dezembro de 1581 · canonizado em 1970

  • Estudantes e professores
  • Jornalistas e escritores católicos
“O custo foi calculado e a empresa começou; é de Deus, não pode ser detida.”
Carta ao Conselho Privado da rainha, de 1580, conhecida como "Campion's Brag" (o desafio de Campion). Tradução do portal a partir do inglês, de domínio público.

Página em conferência. O texto foi redigido pelo portal a partir das fontes indicadas e ainda está sendo revisado; datas e detalhes podem ser ajustados.

Vida

Edmundo era filho de um livreiro de Londres. Estudou em Oxford, no St John's College, e tornou-se um dos professores e oradores mais admirados da universidade, chegando a discursar diante da rainha Elizabeth I em 1566. Foi ordenado diácono na Igreja da Inglaterra, mas as dúvidas sobre a fé o levaram a estudar os Padres da Igreja e, por fim, a se tornar católico.

Deixou a Inglaterra, estudou no colégio inglês de Douai e foi a pé até Roma, onde entrou na Companhia de Jesus em 1573. Ordenado padre em Praga, ensinou ali por alguns anos. Em 1580 foi enviado de volta à Inglaterra, numa época em que celebrar a Missa católica era crime. Andava disfarçado, celebrava em casas e pregava a comunidades escondidas. Escreveu uma carta ao Conselho Privado explicando que vinha só por motivos religiosos, e o livro "Dez razões", impresso em segredo.

Foi preso em julho de 1581, interrogado sob tortura e julgado por traição, acusação que negou até o fim, afirmando ser leal à rainha nas coisas civis. Foi executado em Tyburn em 1º de dezembro de 1581, rezando pela rainha. Foi canonizado por Paulo VI em 1970, entre os Quarenta Mártires da Inglaterra e do País de Gales. Naquele século, católicos e protestantes morreram pela fé em vários países; hoje anglicanos e católicos recordam juntos as vítimas desse tempo.

Fontes: "Campion's Brag" (1580) e "Decem Rationes" (1581), escritos do próprio Campion; relatos de testemunhas reunidos por William Allen (1582); Evelyn Waugh, Edmund Campion (1935); homilia de São Paulo VI na canonização (1970).

O que nos ensina

Campion ensina a coragem de seguir a consciência e a fé, mesmo quando isso custa caro, sem ódio a quem persegue: morreu rezando pela rainha que o condenou. Ensina também o valor do estudo sério da fé e da palavra bem dita. Em tempos de diálogo entre as Igrejas, sua história lembra o preço da divisão e a importância da liberdade religiosa para todos.

Milagres

  1. Reconhecido

    O martírio

    O martírio de Campion está documentado por testemunhas da época. Ele foi canonizado como mártir, sem exigência de milagre, em 1970. É fato histórico reconhecido pela Igreja, não um milagre de cura.

  2. Tradição

    Conversões depois da morte

    Relatos da época contam que a serenidade dele no julgamento e na execução levou várias testemunhas, entre elas o jovem Henry Walpole, a mudar de vida; Walpole também se tornou jesuíta e mártir. É relato histórico-devoto, sem exame canônico.

“Reconhecido” = examinado nos processos de beatificação e canonização ou narrado nas fontes oficiais. “Tradição” = relato devoto, sem exame formal.

Curiosidades

  • Em Oxford, era tão admirado que os estudantes imitavam seu jeito de falar e de andar.
  • O livro "Dez razões" foi impresso numa gráfica clandestina e deixado nos bancos da igreja da Universidade de Oxford antes de uma cerimônia de formatura, em 1581.
  • O escritor Evelyn Waugh escreveu uma biografia dele em 1935, que ajudou a torná-lo conhecido no século XX.
  • Henry Walpole, que estava presente na execução, entrou na Companhia de Jesus e também foi martirizado e canonizado em 1970.

Oração

Santo Edmundo Campion, que pusestes vossos talentos a serviço da fé e destes a vida sem ódio, rezando por quem vos condenava, dai-nos coragem para seguir a consciência e firmeza para anunciar Cristo com palavras e obras. Intercedei pela unidade dos cristãos e pela liberdade de cada pessoa viver a sua fé em paz. Amém.

Oração redigida pelo portal Músico Católico.

Para retiro, encontro ou evento

Tema
Coragem e mansidão
Lema
"Felizes os perseguidos por causa da justiça"
Leitura
Mt 5,1-12 (sugerida)
Público
Jovens universitários, crisma, grupos de estudo bíblico, ministérios de música
  1. 1Calcular o custo: perguntar: o que me custa, hoje, viver a fé na escola, no trabalho, nas redes?
  2. 2Responder sem ódio: pensar em alguém que zomba da fé e rezar por essa pessoa pelo nome.
  3. 3Rezar pela unidade: encerrar com uma oração pela unidade dos cristãos e pelos perseguidos de hoje.

Dinâmica: "As minhas dez razões", 40 min · papel e caneta. Em grupos, escrever dez razões para crer, em frases curtas, e escolher três para transformar num refrão cantado.

Quando celebrar

1º de dezembro · Fora do calendário · Vermelho

Não está no Calendário Romano Geral. É celebrado em 1º de dezembro na Companhia de Jesus; na Inglaterra e no País de Gales, os Quarenta Mártires são lembrados em 4 de maio.

Santuários e devoção

  • Martírio: Tyburn, Londres, lembrado no Convento de Tyburn (Marble Arch)
  • Memória: Campion Hall, Oxford (Inglaterra), casa jesuíta com seu nome