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Santo

Santo André Kim Taegon e companheiros

Santo André Kim Taegon e companheiros
Bust of Andrew Kim Taegon outside Myeongdong Cathedral · Ethan Doyle White · CC BY-SA 4.0 · origem

André Kim Taegon: Solmoe (Coreia), 21 de agosto de 1821 · Seul, 16 de setembro de 1846 · Paulo Chong Hasang: 1795 · Seul, 22 de setembro de 1839 · 103 mártires canonizados em 1984

  • Coreia
  • Clero coreano
  • Leigos missionários (devoção)
“Não deixeis que as tribulações vos façam recuar; continuai firmes na fé.”
Resumo do portal de um trecho da última carta de André Kim aos fiéis coreanos, escrita na prisão em 1846, lida no Ofício das Leituras de 20 de setembro. Conferir o texto oficial.

Página em conferência. O texto foi redigido pelo portal a partir das fontes indicadas e ainda está sendo revisado; datas e detalhes podem ser ajustados.

Vida

A fé cristã chegou à Coreia no fim do século XVIII de um jeito raro: por meio de leigos que leram livros católicos vindos da China. Em 1784, Yi Seung-hun foi batizado em Pequim e, de volta, batizou outros. A Igreja coreana nasceu e cresceu por décadas quase sem padres, e foi perseguida duramente pelo governo, que via o cristianismo como ameaça à ordem e ao culto dos antepassados.

André Kim Taegon nasceu numa família cristã; o pai e o bisavô também foram mártires. Aos 15 anos foi enviado com outros dois rapazes a Macau para estudar no seminário. Depois de anos de estudo e de viagens perigosas, foi ordenado em Xangai, em 17 de agosto de 1845, o primeiro padre nascido na Coreia. Voltou ao país às escondidas para ajudar os missionários franceses a entrar.

Foi preso em 1846, enquanto preparava uma rota marítima para os missionários. Na prisão, escreveu aos fiéis pedindo que permanecessem firmes. Foi decapitado em Saenamteo, à beira do rio Han, em Seul, em 16 de setembro de 1846, aos 25 anos. Com ele são lembrados 102 companheiros, mortos entre 1839 e 1867, entre eles o leigo Paulo Chong Hasang, que organizou a Igreja clandestina, além de mulheres, crianças e bispos franceses. São João Paulo II canonizou os 103 em Seul, em 6 de maio de 1984.

Fontes: Cartas de André Kim (1842-1846); relatórios dos missionários da Sociedade das Missões Estrangeiras de Paris; homilia de João Paulo II na canonização (Seul, 1984); Ofício das Leituras de 20 de setembro.

O que nos ensina

Os mártires coreanos ensinam o valor dos leigos: a Igreja na Coreia foi fundada e mantida por gente comum, que lia, rezava e catequizava sem padres. Ensinam a perseverar quando ser cristão custa caro, e a amar a pátria e a cultura sem abrir mão da fé. André mostra também a coragem de um jovem que aceitou estudar longe de casa e voltar sabendo do risco.

Milagres

  1. Reconhecido

    O martírio reconhecido

    A Igreja reconheceu o martírio de André Kim e de seus 102 companheiros, mortos por ódio à fé nas perseguições de 1839, 1846 e 1866. A canonização dispensou milagre, como é norma para mártires.

  2. Tradição

    O naufrágio de 1845

    Conta-se que, na viagem de volta à Coreia num pequeno barco, uma tempestade quase afundou a embarcação, e André e os companheiros atribuíram a salvação à proteção de Nossa Senhora, a quem tinham consagrado a viagem.

“Reconhecido” = examinado nos processos de beatificação e canonização ou narrado nas fontes oficiais. “Tradição” = relato devoto, sem exame formal.

Curiosidades

  • A canonização de 1984 foi a primeira em séculos celebrada fora de Roma.
  • A Coreia do Sul tem hoje uma das Igrejas que mais cresceram no século XX, com milhões de católicos.
  • André era também um bom desenhista de mapas: fez um mapa da Coreia para ajudar os missionários.
  • Calcula-se que cerca de dez mil cristãos morreram nas perseguições da Coreia no século XIX; os 103 são os que tiveram processo concluído.
  • Em 2014, o papa Francisco beatificou outros 124 mártires coreanos, liderados por Paulo Yun Ji-chung.

Oração

Santo André Kim, São Paulo Chong e companheiros mártires, que guardastes a fé quando ela custava a vida, ajudai-nos a ser firmes nas pequenas e grandes provas. Que os leigos da nossa comunidade sejam, como os da Coreia, catequistas e missionários. Intercedei pelos cristãos perseguidos hoje. Amém.

Oração redigida pelo portal Músico Católico.

Para retiro, encontro ou evento

Tema
Uma Igreja feita de leigos
Lema
"Vós sois a luz do mundo" (Mt 5,14)
Leitura
Rm 8,31b-39 (leitura da memória)
Público
Crisma, jovens, catequistas, conselhos paroquiais, ministérios de música
  1. 1Descobrir: contar como a fé chegou à Coreia pelos livros e pelos leigos, antes dos padres.
  2. 2Assumir: cada um diz que serviço já faz ou poderia fazer na comunidade sem esperar ser chamado.
  3. 3Rezar pelos perseguidos: rezar por países onde hoje ser cristão é perigoso.

Dinâmica: "A carta da prisão", 30 min · papel e caneta. Cada um escreve uma carta curta de encorajamento a um cristão perseguido de hoje; as cartas são lidas e oferecidas no altar.

Quando celebrar

20 de setembro · Memória · Vermelho

Memória obrigatória no Calendário Romano Geral. Na Coreia, é solenidade.

Santuários e devoção

  • Lugar do martírio: Santuário de Saenamteo, Seul (Coreia do Sul)
  • Terra natal: Santuário de Solmoe, Dangjin (Coreia do Sul)
  • Mártires: Santuário de Jeoldusan, Seul, à beira do rio Han