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Santo

Santa Zita

Santa Zita
French: Sainte Zite Saint Zitatitle QS:P1476,fr:"Sainte Zite "label QS:Lfr,"Sainte Zite "label QS:Len,"Saint Zita" · Arnould de Vuez · CC BY-SA 3.0 · origem

Monsagrati, perto de Lucca (Itália), c. 1218 · Lucca, 27 de abril de 1278 · culto confirmado em 1696

  • Empregadas domésticas e trabalhadoras do lar
  • Lucca (Itália)
  • Quem procura chaves e objetos perdidos (devoção popular)
“Tudo o que fizerdes, fazei-o de coração, como para o Senhor e não para os homens.”
Cl 3,23. Circulam frases atribuídas a Zita sobre o trabalho, mas sem fonte segura; o versículo foi escolhido pelo portal.

Página em conferência. O texto foi redigido pelo portal a partir das fontes indicadas e ainda está sendo revisado; datas e detalhes podem ser ajustados.

Vida

Zita nasceu numa família pobre e muito cristã de Monsagrati, aldeia perto de Lucca, na Toscana. Aos 12 anos foi trabalhar como empregada doméstica na casa da família Fatinelli, comerciantes de seda em Lucca, e ali ficou até morrer, por cerca de 48 anos.

No começo, foi maltratada pelos patrões e pelos outros empregados, que achavam exagerada a sua piedade e o seu zelo no trabalho. Ela levantava de madrugada para ir à missa, trabalhava sem reclamar e dava aos pobres parte da própria comida. Com o tempo, a paciência e a honestidade dela conquistaram a família, que lhe confiou a direção da casa e a educação dos filhos.

Morreu em Lucca em 27 de abril de 1278, com cerca de 60 anos, e logo a cidade passou a venerá-la. Uma biografia foi escrita pouco depois da morte, com a lista de curas atribuídas a ela. O culto foi confirmado pelo papa Inocêncio XII em 1696. O corpo é conservado na Basílica de São Frediano, em Lucca.

Fontes: Vita de Santa Zita, escrita em latim por um autor de Lucca pouco depois de 1278, com lista de milagres; decreto de confirmação do culto (1696); estudos sobre o culto em Lucca.

O que nos ensina

Zita ensina que o trabalho doméstico, tantas vezes invisível e mal pago, tem enorme dignidade diante de Deus. Mostra que é possível ser fiel, honesta e caridosa mesmo sendo humilhada, e que a santidade se faz em tarefas comuns: varrer, cozinhar, cuidar das crianças. Lembra também aos patrões o dever de tratar com justiça e respeito quem trabalha na sua casa.

Milagres

  1. Tradição

    Os pães que viraram flores

    A tradição conta que Zita levava escondido no avental pão para os pobres. Surpreendida pelo patrão, abriu o avental e só havia flores. O mesmo relato é contado sobre outras santas, como Isabel da Hungria, e não tem prova histórica.

  2. Tradição

    Os anjos que fizeram o pão

    Diz-se que, um dia, ficou tanto tempo rezando na igreja que se esqueceu de assar o pão da casa. Ao voltar, encontrou os pães prontos, feitos pelos anjos. Relato devoto.

  3. Tradição

    O manto devolvido na noite de Natal

    Numa noite de Natal muito fria, emprestou ao pobre que encontrou na igreja o manto do patrão. O homem sumiu e o manto foi devolvido depois, por um desconhecido que o povo identificou com um anjo. A porta lateral de São Frediano, em Lucca, é chamada até hoje de "Porta do Anjo" por causa dessa tradição.

“Reconhecido” = examinado nos processos de beatificação e canonização ou narrado nas fontes oficiais. “Tradição” = relato devoto, sem exame formal.

Curiosidades

  • Dante cita Santa Zita na Divina Comédia (Inferno, canto XXI), usando o nome dela para se referir à cidade de Lucca.
  • O corpo, conservado, está exposto numa urna na Basílica de São Frediano, em Lucca.
  • Todo ano, perto de 27 de abril, o centro de Lucca recebe a feira "Fiori di Santa Zita", com flores em memória do milagre do avental.
  • Nas imagens, aparece com avental cheio de flores, um molho de chaves ou um cântaro, símbolos do trabalho da casa.
  • O papa Pio XII a proclamou padroeira das empregadas domésticas no século XX.

Oração

Santa Zita, que santificaste o trabalho da casa com paciência, honestidade e amor, intercede pelas empregadas domésticas, diaristas, cuidadoras e por todos os que servem nos lares. Dá-lhes salário justo, respeito e descanso. Ensina-nos a fazer as tarefas simples como quem serve o próprio Senhor, e a nunca desprezar quem trabalha para nós. Que o nosso canto também seja serviço feito de coração. Amém.

Oração redigida pelo portal Músico Católico.

Para retiro, encontro ou evento

Tema
O trabalho que ninguém vê
Lema
"Fazei-o de coração, como para o Senhor"
Leitura
Lc 22,24-27 (sugerida)
Público
Trabalhadoras domésticas, pastoral operária, mães e pais, jovens, ministérios de música e de liturgia
  1. 1Reparar: quem faz, na minha casa ou na comunidade, um trabalho que ninguém vê nem agradece?
  2. 2Servir: ler o Evangelho em que Jesus diz estar no meio de nós como quem serve, e meditar em silêncio.
  3. 3Honrar: escrever um bilhete de gratidão a alguém que cuida da casa, da igreja ou de nós, e entregar nesta semana.

Dinâmica: "O avental de flores", 30 min · um avental, flores de papel e canetas. Cada um escreve numa flor um serviço escondido que vai fazer e coloca no avental, que fica no altar durante a oração final.

Quando celebrar

27 de abril · Fora do calendário · Branco

Não está no Calendário Romano Geral nem no calendário do Brasil. É festa em Lucca e lembrada no Martirológio Romano em 27 de abril. Confirmar no calendário da diocese.

Santuários e devoção

  • Túmulo: Basílica de São Frediano, Lucca (Itália), onde está o corpo
  • Terra natal: Monsagrati, comuna de Pescaglia, perto de Lucca (Itália)