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Santo

Santa Rosália

Santa Rosália
Santa Rosalia - Van Dyck · Davide Mauro · CC BY-SA 4.0 · origem

Palermo (Itália), c. 1130 · Monte Pellegrino, c. 1166 · culto confirmado em 1630

  • Palermo (Itália)
  • Contra a peste e as epidemias
  • Eremitas
“Eu, Rosália, filha de Sinibaldo, senhor de Quisquina e das Rosas, decidi morar nesta gruta por amor do meu Senhor Jesus Cristo.”
Inscrição latina gravada na rocha da gruta de Santo Estêvão de Quisquina (Sicília), atribuída a ela pela tradição e redescoberta em 1624. Tradução do portal.

Página em conferência. O texto foi redigido pelo portal a partir das fontes indicadas e ainda está sendo revisado; datas e detalhes podem ser ajustados.

Vida

A tradição conta que Rosália era de família nobre da Sicília, ligada à corte do rei normando Rogério II. Ainda jovem, deixou a vida da corte para viver em oração e penitência.

Viveu primeiro numa gruta em Quisquina, no interior da ilha, e depois numa caverna do Monte Pellegrino, que domina Palermo. Ali morreu sozinha, por volta de 1166, e caiu no esquecimento por quase cinco séculos.

Em 1624, durante uma grande epidemia de peste em Palermo, ossos foram encontrados na gruta do Monte Pellegrino e identificados como dela. Levados em procissão pela cidade, a epidemia diminuiu, e o povo atribuiu o fim da peste à sua intercessão. O papa Urbano VIII incluiu o nome dela no Martirológio Romano em 1630.

Fontes: Inscrição da gruta de Quisquina (redescoberta em 1624); documentos do arcebispado de Palermo sobre a invenção das relíquias (1624-1625); Martirológio Romano (4 de setembro).

O que nos ensina

Rosália ensina o valor do silêncio e da oração escondida, longe do brilho do mundo. Mostra que uma vida entregue a Deus continua a dar fruto mesmo séculos depois, e que a comunidade, nas horas de epidemia, pode se unir em oração e cuidado mútuo.

Milagres

  1. Tradição

    O fim da peste de 1624

    Depois que os restos de Rosália foram levados em procissão por Palermo, em 1625, a peste perdeu força. O povo e os bispos atribuíram a cura da cidade à intercessão dela. É uma devoção aprovada pelo culto, mas o fato não passou por um processo de milagre nos moldes atuais.

  2. Tradição

    A aparição ao caçador

    A tradição conta que Rosália apareceu a um caçador doente no Monte Pellegrino e indicou onde estavam os seus ossos, pedindo que fossem levados em procissão. É um relato devoto.

“Reconhecido” = examinado nos processos de beatificação e canonização ou narrado nas fontes oficiais. “Tradição” = relato devoto, sem exame formal.

Curiosidades

  • Os palermitanos a chamam carinhosamente de "a Santuzza", a santinha.
  • Em julho, Palermo celebra o "Festino", com um grande carro triunfal pelas ruas, em memória da procissão de 1625.
  • O pintor flamengo Anton van Dyck estava em Palermo durante a peste de 1624 e fez várias pinturas dela, que ajudaram a espalhar a devoção pela Europa.
  • Durante a pandemia de covid-19, em 2020, muitos fiéis voltaram a invocá-la contra as epidemias.

Oração

Santa Rosália, que deixaste tudo para viver só para Deus no silêncio da montanha, ensina-nos a buscar o Senhor na oração escondida. Protege-nos das epidemias e dá força aos que cuidam dos doentes. Que, nos tempos difíceis, saibamos rezar juntos e cuidar uns dos outros. Amém.

Oração redigida pelo portal Músico Católico.

Para retiro, encontro ou evento

Tema
O silêncio que fala
Lema
"Entra no teu quarto e reza ao teu Pai em segredo"
Leitura
Mt 6,5-8 (sugerida)
Público
Jovens, grupos de oração, ministérios de música (para aprender a escutar antes de cantar)
  1. 1Calar: dez minutos de silêncio completo, sem celular, diante de uma vela.
  2. 2Escutar: o que Deus me disse nesse silêncio? Escrever uma frase.
  3. 3Cuidar: pensar em alguém que está doente ou isolado e rezar por ele em nome.

Dinâmica: "A gruta", 30 min · sala com pouca luz e uma vela no centro. Momento de silêncio, depois cada um deposita perto da vela um papel com o nome de alguém doente. Termina com um canto bem baixo, quase sussurrado.

Quando celebrar

4 de setembro · Fora do calendário · Branco

Está no Martirológio Romano em 4 de setembro. Em Palermo, a grande festa popular (o Festino) é em 15 de julho, data da descoberta das relíquias.

Santuários e devoção

  • Santuário: Santuário de Santa Rosália, Monte Pellegrino, Palermo (Itália)
  • Relíquias: Catedral de Palermo, capela de Santa Rosália (Itália)
  • Gruta: Ermida de Santo Estêvão de Quisquina, Sicília (Itália)