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Santo

Santa Rafqa (Rebeca) do Líbano

Santa Rafqa (Rebeca) do Líbano
Sainte Rafqa · rafqa info · CC BY-SA 4.0 · origem

Himlaya (Líbano), 29 de junho de 1832 · Jrabta (Líbano), 23 de março de 1914 · canonizada em 2001

  • Doentes e quem sofre dores crônicas
  • Pessoas com deficiência visual
  • Igreja maronita
“Senhor, por que me esqueces? Dá-me uma parte nos teus sofrimentos.”
Pedido que, segundo a tradição do mosteiro e os testemunhos do processo de canonização, ela fez em oração no domingo do Rosário de 1885. Não há escrito dela; a frase vem das irmãs que conviveram com ela. Tradução do portal.

Página em conferência. O texto foi redigido pelo portal a partir das fontes indicadas e ainda está sendo revisado; datas e detalhes podem ser ajustados.

Vida

Boutrossieh (Pedra) Choboq Ar-Rayès nasceu em Himlaya, no Líbano, filha única de uma família maronita, a Igreja católica oriental mais numerosa do país. Perdeu a mãe aos sete anos. Quando a família quis casá-la, ela pediu para se consagrar a Deus e entrou na congregação das Mariamettes, dedicada ao ensino, onde trabalhou como educadora em várias aldeias.

Em 1860, durante os massacres que atingiram os cristãos do Líbano, ela escondeu uma criança sob o próprio manto para salvá-la. Anos depois, quando a sua congregação passou por uma crise, entrou na Ordem Libanesa Maronita, de vida contemplativa, no mosteiro de São Simão, em Aito, onde fez os votos em 1872 e recebeu o nome de Rafqa, forma árabe de Rebeca, em lembrança da mãe.

Em 1885, pediu em oração para participar dos sofrimentos de Cristo. Pouco depois começaram dores fortes de cabeça e nos olhos; ficou cega e, mais tarde, quase paralisada. Em 1897 foi transferida para o novo mosteiro de São José, em Jrabta, onde viveu mais de quinze anos imobilizada, sem queixa, trabalhando com as mãos enquanto podia e rezando. Morreu em 23 de março de 1914. Foi beatificada em 1985 e canonizada por João Paulo II em 10 de junho de 2001.

Fontes: Testemunhos das irmãs do mosteiro de Jrabta reunidos no processo de canonização; Ordem Libanesa Maronita, biografias oficiais; homilia de São João Paulo II na canonização (2001).

O que nos ensina

Rafqa ensina a oferecer a dor em vez de se revoltar contra ela, e mostra que uma vida limitada pela doença pode ser fecunda. Ela não procurava o sofrimento por si mesmo: queria estar perto de Cristo em tudo. Para quem acompanha doentes, ela lembra que a presença paciente e a oração valem mais do que muitas palavras.

Milagres

  1. Reconhecido

    Cura reconhecida para a beatificação

    Para a beatificação, em 1985, a Igreja reconheceu a cura de uma mulher libanesa com câncer, atribuída à intercessão de Rafqa.

  2. Reconhecido

    Cura reconhecida para a canonização

    Para a canonização, em 2001, foi examinada e aprovada uma segunda cura, também no Líbano.

  3. Tradição

    Graças no túmulo de Jrabta

    Desde a sua morte, peregrinos cristãos e muçulmanos visitam o túmulo e contam ter recebido curas e consolo. São relatos de devoção, não examinados um a um.

“Reconhecido” = examinado nos processos de beatificação e canonização ou narrado nas fontes oficiais. “Tradição” = relato devoto, sem exame formal.

Curiosidades

  • O nome Rafqa é a forma árabe de Rebeca, a esposa de Isaac no livro do Gênesis.
  • Ela, São Charbel e São Nimatullah Kassab Al-Hardini são os santos maronitas canonizados, todos ligados à Ordem Libanesa Maronita. Veja também a página de São Charbel.
  • O túmulo, no mosteiro de São José de Jrabta, é visitado por fiéis de várias religiões, sinal da convivência possível no Líbano.
  • Conta-se que, já cega, ela continuava a fazer meias e trabalhos de agulha para as irmãs.

Oração

Santa Rafqa, que pediste a Jesus uma parte nos seus sofrimentos e viveste anos de dor com paciência e fé, olha pelos doentes, pelos que perderam a visão e pelos que sofrem em silêncio. Dá-nos um coração que não se revolta, mas confia, e mãos prontas para cuidar de quem sofre. Intercede pelo Líbano e por todo o Oriente cristão. Amém.

Oração redigida pelo portal Músico Católico.

Para retiro, encontro ou evento

Tema
A dor oferecida com amor
Lema
"Completo na minha carne o que falta às tribulações de Cristo"
Leitura
Cl 1,24-29 (sugerida)
Público
Pastoral da saúde, grupos de oração, ministros extraordinários que levam a Comunhão aos doentes
  1. 1Reconhecer: nomear em silêncio uma dor, própria ou de alguém querido, sem fugir dela.
  2. 2Oferecer: apresentar essa dor a Cristo crucificado, como Rafqa, pedindo não o sofrimento, mas a união com Ele.
  3. 3Visitar: combinar uma visita concreta a um doente ou idoso da comunidade na semana seguinte.

Dinâmica: "Cartas para quem sofre", 40 min · papel, canetas, um crucifixo no centro. Cada um escreve um bilhete de esperança para um doente da paróquia; os bilhetes são levados na próxima visita da pastoral da saúde.

Quando celebrar

23 de março · Fora do calendário · Branco

Não está no Calendário Romano Geral. É celebrada em 23 de março na Igreja maronita e pelas comunidades maronitas do Brasil.

Santuários e devoção

  • Túmulo: Mosteiro de São José Al-Dahr, Jrabta (distrito de Batroun, Líbano)
  • Terra natal: Himlaya, no Metn (Líbano)