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Santo

Santa Olímpia

Santa Olímpia
Olimpiada diakonissa · domínio público · origem

Constantinopla, c. 361 a 368 · Nicomédia, c. 408

  • Viúvas (título popular)
  • Perseguidos por causa da fidelidade (título popular)
“Recomendo-vos Febe, nossa irmã, diaconisa da Igreja de Cencreia.”
Rm 16,1. Versículo escolhido pelo portal: as cartas de Olímpia se perderam; restam as dezessete cartas que São João Crisóstomo lhe escreveu do exílio. A passagem lembra o ministério de diaconisa que ela exerceu.

Página em conferência. O texto foi redigido pelo portal a partir das fontes indicadas e ainda está sendo revisado; datas e detalhes podem ser ajustados.

Vida

Olímpia nasceu numa família muito rica e importante de Constantinopla e ficou órfã ainda menina. Foi educada por Teodósia, irmã de Santo Anfilóquio, e conhecida de São Gregório Nazianzeno. Casou-se com Nebrídio, que havia sido prefeito da cidade, mas ficou viúva em pouco tempo, ainda muito jovem.

O imperador Teodósio quis casá-la com um parente seu. Ela recusou, dizendo que, se Deus quisesse que ela vivesse casada, não lhe teria tirado o marido. Como castigo, o imperador colocou os bens dela sob tutela até os trinta anos; depois, reconhecendo a sua virtude, devolveu-os. O bispo Nectário a ordenou diaconisa, ministério de serviço então existente nas Igrejas do Oriente, e ela fundou, ao lado da catedral de Santa Sofia, um mosteiro com dezenas de mulheres, além de sustentar pobres, doentes, exilados e igrejas.

Quando São João Crisóstomo se tornou bispo de Constantinopla, em 398, Olímpia foi sua grande colaboradora e amiga. Em 404 ele foi deposto e exilado por intrigas da corte. Olímpia permaneceu fiel: recusou reconhecer o bispo imposto, foi interrogada, acusada injustamente e multada, e sua comunidade foi dispersa. Exilada para Nicomédia, doente e abandonada até por pessoas que ela havia ajudado, morreu por volta de 408, pouco depois de Crisóstomo.

Fontes: São João Crisóstomo, Cartas a Olímpia (17 cartas do exílio, 404-407); Paládio, Diálogo sobre a vida de João Crisóstomo e História Lausíaca; Vida de Olímpia, anônima (século V); Sozomeno, História Eclesiástica; Martirológio Romano, 17 de dezembro.

O que nos ensina

Olímpia ensina a fidelidade na amizade e na verdade, mesmo quando isso custa a reputação, os bens e a liberdade. Ela não se deixou comprar pelo poder do imperador nem pela pressão da corte. Ensina também o valor do serviço feminino na Igreja: com inteligência e generosidade, sustentou um bispo perseguido, acolheu exilados e cuidou dos pobres. E mostra que a amizade espiritual verdadeira consola nos piores momentos, como mostram as cartas que Crisóstomo lhe escreveu do exílio.

Milagres

  1. Tradição

    Aparição ao bispo de Nicomédia

    A Vida anônima conta que, depois da morte, Olímpia apareceu em sonho ao bispo de Nicomédia pedindo que seu corpo fosse levado a Constantinopla, e que o barco parou sozinho diante do mosteiro que ela fundara. É um relato devocional, sem confirmação histórica.

  2. Tradição

    A trasladação das relíquias

    No século VII, durante um incêndio no mosteiro, a abadessa Sérgia teria salvo as relíquias e escrito um relato da sua trasladação, que fala de curas obtidas junto delas. É tradição local, sem exame da Igreja.

“Reconhecido” = examinado nos processos de beatificação e canonização ou narrado nas fontes oficiais. “Tradição” = relato devoto, sem exame formal.

Curiosidades

  • As dezessete cartas que São João Crisóstomo lhe escreveu do exílio estão entre os textos mais belos da Igreja antiga sobre o sofrimento e a amizade; as cartas dela não se conservaram.
  • O ministério de diaconisa na Igreja antiga era de serviço, sobretudo junto às mulheres (batismo, catequese, cuidado das doentes). Sua natureza exata é estudada até hoje por comissões da Santa Sé.
  • O mosteiro que ela fundou ficava tão perto da catedral de Santa Sofia que, segundo as fontes, havia uma passagem entre os dois.
  • Foi acusada de ter participado do incêndio da catedral em 404, ocorrido na noite do exílio de Crisóstomo; a acusação nunca foi provada.
  • Na Igreja Ortodoxa, sua festa é em 25 de julho; no Martirológio Romano, em 17 de dezembro.

Oração

Santa Olímpia, amiga fiel de São João Crisóstomo, que não te dobraste diante do poder e serviste a Igreja com os teus bens e a tua vida, ensina-nos a ser leais na amizade e firmes na verdade. Intercede pelos que sofrem calúnias, pelos exilados e por todos os que servem a Igreja com discrição. Dá-nos um coração generoso e uma fé que não desanima na provação. Amém.

Oração redigida pelo portal Músico Católico.

Para retiro, encontro ou evento

Tema
Fiéis na amizade, firmes na prova
Lema
"Um amigo fiel é proteção poderosa"
Leitura
Eclo 6,14-17 (sugerida)
Público
Grupos de jovens e adultos, ministérios, equipes de serviço, pastoral da caridade
  1. 1O amigo: quem foi fiel a mim num momento difícil? Agradecer a Deus por essa pessoa em silêncio.
  2. 2A prova: quando é mais fácil abandonar alguém do que ficar ao lado dele? Partilha em pequenos grupos.
  3. 3A carta: escrever uma carta, ou mensagem, de apoio a alguém que está sofrendo, como Crisóstomo e Olímpia faziam.

Dinâmica: "Cartas do exílio", 40 min · papel, envelopes e canetas. Lê-se um trecho de uma carta de Crisóstomo a Olímpia; cada um escreve uma carta de consolo e decide a quem vai entregá-la.

Quando celebrar

17 de dezembro · Fora do calendário · Branco

Está no Martirológio Romano em 17 de dezembro, dia em que começam as férias maiores do Advento, que têm precedência. A página de São João Crisóstomo (sao-joao-crisostomo) conta o outro lado desta amizade.

Santuários e devoção

  • Onde viveu: Istambul (antiga Constantinopla), Turquia: o mosteiro ficava junto da catedral de Santa Sofia e não existe mais
  • Onde morreu: Nicomédia, atual İzmit (Turquia), lugar do seu exílio