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Santo

Santa Marianne Cope

Santa Marianne Cope
Mother Marianne Cope in her youth · domínio público · origem

Heppenheim (Alemanha), 23 de janeiro de 1838 · Kalaupapa, ilha de Molokai (Havaí), 9 de agosto de 1918 · canonizada em 2012

  • Doentes de hanseníase
  • Profissionais de saúde (devoção popular)
  • Havaí (devoção popular)
“Eu estava doente e cuidastes de mim.”
Mt 25,36. Versículo escolhido pelo portal, por não termos localizado uma frase da santa com fonte exata conferida.

Página em conferência. O texto foi redigido pelo portal a partir das fontes indicadas e ainda está sendo revisado; datas e detalhes podem ser ajustados.

Vida

Bárbara Koob (depois Cope) nasceu na Alemanha, e ainda bebê foi com a família para os Estados Unidos, onde se estabeleceram em Utica, no estado de Nova York. Desde menina queria ser religiosa, mas, sendo a filha mais velha e com o pai doente, trabalhou anos numa fábrica para sustentar a casa. Só depois da morte do pai, em 1862, entrou nas Irmãs de São Francisco de Syracuse, recebendo o nome de Irmã Marianne.

Foi professora e diretora de escola, e depois ajudou a fundar dois dos primeiros hospitais gerais da região, em Utica e em Syracuse, onde se atendia qualquer pessoa, sem distinção de religião, origem ou condição. Era uma administradora firme e humana. Em 1877 foi eleita superiora geral. Em 1883, chegou uma carta do Havaí pedindo religiosas para cuidar de doentes de hanseníase. Mais de 50 congregações tinham recusado. Ela respondeu que aceitava "de coração" e partiu com seis irmãs.

Em Honolulu, organizou o hospital de acolhida dos doentes e abriu um lar para as filhas sadias de pais com hanseníase. Em 1888 foi para Kalaupapa, na ilha de Molokai, onde os doentes eram isolados, e lá conheceu e cuidou de São Damião de Molokai nos seus últimos meses. Depois da morte dele, em 1889, assumiu também o lar dos meninos. Ficou na ilha 30 anos, sem nunca contrair a doença, e morreu ali em 9 de agosto de 1918. Foi beatificada em 2005 e canonizada por Bento XVI em 21 de outubro de 2012.

Fontes: Cartas de Madre Marianne e documentos das Irmãs de São Francisco de Syracuse (hoje Irmãs de São Francisco de Neumann Communities); homilia de Bento XVI na canonização (2012); verbete do Dicastério das Causas dos Santos.

O que nos ensina

Madre Marianne ensina a dizer sim onde os outros disseram não. Ela foi para junto de pessoas que a sociedade tinha afastado, e não levou só remédios: levou ordem, limpeza, flores, música, roupas bonitas e dignidade. Ensina que cuidar do doente é cuidar da pessoa inteira, e que a caridade exige também competência e organização. Mostra ainda a beleza de continuar a obra de outro santo, sem buscar destaque.

Milagres

  1. Reconhecido

    A cura de Kate Mahoney

    Em 1993, Kate Mahoney, uma adolescente de Syracuse com falência de vários órgãos, recuperou-se depois que as irmãs rezaram pedindo a intercessão de Madre Marianne. A cura foi aprovada para a beatificação, em 2005.

  2. Reconhecido

    A cura de Sharon Smith

    Sharon Smith, também de Syracuse, com uma pancreatite gravíssima, recuperou-se de forma inexplicável depois de orações à beata. A cura foi aprovada para a canonização, em 2012.

  3. Tradição

    Nenhuma irmã contaminada

    Conta-se que Madre Marianne prometeu às irmãs que nenhuma delas contrairia a hanseníase se seguissem com cuidado as normas de higiene que ela impôs. De fato, nenhuma das irmãs foi contaminada naquele tempo. Os devotos veem nisso uma graça; é um relato edificante, sem exame formal.

“Reconhecido” = examinado nos processos de beatificação e canonização ou narrado nas fontes oficiais. “Tradição” = relato devoto, sem exame formal.

Curiosidades

  • Mais de 50 congregações recusaram o pedido do Havaí antes de ela aceitar.
  • Exigia rigorosa higiene, lavagem das mãos e roupas limpas, numa época em que isso ainda não era regra em muitos hospitais.
  • Em Kalaupapa plantava flores e árvores e incentivava festas e música, para devolver alegria aos doentes isolados.
  • Cuidou de São Damião de Molokai nos seus últimos meses e prometeu a ele continuar cuidando dos meninos que ele acolhia.
  • O escritor Robert Louis Stevenson, que visitou Molokai em 1889, deixou um poema em homenagem a ela.
  • Seus restos foram levados a Syracuse em 2005 e voltaram ao Havaí em 2014, para a Catedral Basílica de Nossa Senhora da Paz, em Honolulu.

Oração

Santa Marianne Cope, que deixaste tudo para cuidar dos doentes de hanseníase em Molokai, intercede pelos doentes, pelos que vivem isolados e por todos os que cuidam deles. Dá-nos coragem para ir aonde ninguém quer ir e delicadeza para devolver dignidade a quem foi esquecido. Que o nosso serviço seja feito com competência e com amor. Amém.

Oração redigida pelo portal Músico Católico.

Para retiro, encontro ou evento

Tema
Ir aonde ninguém quer ir
Lema
"Eu estava doente e cuidastes de mim"
Leitura
Mt 25,31-40 (sugerida)
Público
Pastoral da saúde, jovens, ministérios, voluntários, crisma
  1. 1Ver: quem são os "isolados" da minha comunidade, aqueles de quem ninguém se aproxima? Momento pessoal de silêncio.
  2. 2Aceitar: Madre Marianne disse sim quando mais de 50 disseram não. A que pedido de Deus eu tenho respondido não?
  3. 3Embelezar: ela levou flores e música a Kalaupapa. Que gesto de beleza posso levar a um doente ou idoso nesta semana?

Dinâmica: "Flores para Kalaupapa", 40 min · papel colorido, canetas, violão. O grupo prepara cartões e um pequeno repertório para visitar um hospital, asilo ou doente da paróquia.

Quando celebrar

23 de janeiro · Fora do calendário · Branco

Não está no calendário do Brasil. Nos Estados Unidos é memória facultativa em 23 de janeiro, dia do seu nascimento; o dia de sua morte, 9 de agosto, coincide com a festa de Santa Teresa Benedita da Cruz.

Santuários e devoção

  • Relíquias: Catedral Basílica de Nossa Senhora da Paz, Honolulu (Havaí, EUA)
  • Onde viveu e morreu: Kalaupapa, ilha de Molokai (Havaí), hoje parque histórico nacional
  • Casa da congregação: Santuário e museu de Santa Marianne, Syracuse, Nova York (EUA)