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Santo

Santa Margarida de Antioquia

Santa Margarida de Antioquia
Saint Margaret of Antioch title QS:P1476,en:"Saint Margaret of Antioch "label QS:Len,"Saint Margaret of Antioch "label QS:Les,"Santa Margarita"label QS:Lja,"アンティオキアの聖マルガリタ (スルバラン)"label QS:Lfr,"Sainte Marguerite"label QS:Larz,"القديسه مارغريت انطاكيه"label QS:Lpl,"Święta Małgorzata"label QS:Lml,"അന്ത്യോക്യയിലെ വിശുദ്ധ മാർഗരറ്റ് (സുർബരൻ)"label QS:Lnl,"De heilige Margaretha"label QS:Lmk,"Света Марина Антиохиска (Зурбаран)"label QS:Lbr,"Santez Marc'harid (Zurbarán)"label QS:Lde,"Margarethe von Antiochien"label QS:Leo,"Sankta Margareto"label QS:Lca,"Santa Margarida d'Antioquia" · Francisco de Zurbarán · domínio público · origem

Antioquia da Pisídia (atual Turquia), século III · morte por volta de 304 · culto difundido a partir do século IX

  • Gestantes e partos
  • Enfermeiras
  • Camponeses
  • Uma dos Catorze Santos Auxiliadores
“Eu sou serva de Cristo, e a Ele me consagrei.”
Resumo do portal da resposta que a Paixão lendária de Santa Margarida põe na boca dela diante do governador Olíbrio. Não é citação histórica.

Página em conferência. O texto foi redigido pelo portal a partir das fontes indicadas e ainda está sendo revisado; datas e detalhes podem ser ajustados.

Vida

A história de Margarida, chamada Marina no Oriente, chegou até nós quase só por uma narrativa lendária, a Paixão de Santa Margarida, escrita séculos depois dos fatos. Segundo ela, era filha de um sacerdote pagão de Antioquia da Pisídia e foi criada por uma ama cristã no campo, onde aprendeu a fé e cuidava de ovelhas.

O governador Olíbrio quis tomá-la como esposa ou concubina. Ela recusou, declarou-se cristã e consagrada a Cristo, e foi presa e torturada. A lenda conta que, na prisão, o demônio lhe apareceu em forma de dragão e a engoliu, mas o sinal da cruz que ela trazia rompeu o monstro, e ela saiu ilesa. Por fim, foi decapitada, por volta do ano 304.

Apesar de pouco se saber de histórico, o culto a Margarida foi imenso na Idade Média, sobretudo entre as mulheres grávidas, que pediam a ela um parto feliz. Por causa da falta de fontes seguras, a reforma do calendário de 1969 retirou a sua memória do Calendário Romano Geral, mas ela continua lembrada no Martirológio, e a devoção popular permanece.

Fontes: Paixão de Santa Margarida (lendária, em várias versões gregas e latinas); Legenda Áurea, de Tiago de Voragine (século XIII); Martirológio Romano (20 de julho).

O que nos ensina

Mesmo envolta em lenda, Margarida transmite uma verdade simples: o mal, por mais assustador que pareça, não tem a última palavra sobre quem se apoia em Cristo. A imagem do dragão vencido pela cruz é uma catequese em figura. Ela também lembra a dignidade da mulher, que tem o direito de dizer não a quem quer usá-la, e o valor da consagração livre a Deus.

Milagres

  1. Tradição

    O dragão vencido pela cruz

    A Paixão conta que o demônio, em forma de dragão, a engoliu na prisão, e que a cruz que ela trazia o rompeu por dentro. É uma narrativa simbólica, sem valor histórico, e a própria Legenda Áurea, na Idade Média, já advertia que o episódio era duvidoso.

  2. Tradição

    Proteção nos partos

    Por ter saído ilesa do dragão, ela foi associada ao nascimento seguro. Durante séculos, as gestantes pediram a sua intercessão e contaram graças de partos difíceis que terminaram bem. São relatos devotos.

“Reconhecido” = examinado nos processos de beatificação e canonização ou narrado nas fontes oficiais. “Tradição” = relato devoto, sem exame formal.

Curiosidades

  • Margarida é uma das vozes que Santa Joana d'Arc dizia ouvir, junto com São Miguel e Santa Catarina de Alexandria.
  • Ela faz parte dos Catorze Santos Auxiliadores, grupo de santos muito invocados na Alemanha medieval.
  • Um antigo decreto atribuído ao papa Gelásio (século VI) já classificava a sua Paixão entre os textos apócrifos.
  • No Oriente ela é venerada como Santa Marina, com festa em 17 de julho.

Oração

Santa Margarida, jovem consagrada a Cristo, que não te deixaste vencer pelo medo nem pelo poder, protege as mães que esperam um filho e as crianças que vão nascer. Dá-nos firmeza diante de tudo o que nos ameaça e a certeza de que a cruz de Cristo vence todo mal. Que o nosso canto proclame a vitória do Senhor. Amém.

Oração redigida pelo portal Músico Católico.

Para retiro, encontro ou evento

Tema
A cruz que vence o medo
Lema
"A vitória é do Senhor"
Leitura
Rm 8,31-39 (sugerida)
Público
Jovens, grupos de mulheres, pastoral da gestante (adaptado), ministérios de música
  1. 1Nomear: escrever num papel, em segredo, o "dragão" que mais me assusta hoje.
  2. 2Confiar: ler Rm 8,31-39 em voz alta, devagar, e repetir: "nada nos separará do amor de Cristo".
  3. 3Entregar: dobrar o papel e colocá-lo aos pés da cruz, num gesto de confiança.

Dinâmica: "Aos pés da cruz", 30 min · uma cruz no centro, papéis, canetas, violão. Cada um deposita o seu papel enquanto o grupo canta um refrão de confiança.

Quando celebrar

20 de julho · Fora do calendário · Vermelho

A memória foi retirada do Calendário Romano Geral na reforma de 1969, por falta de fontes históricas seguras. Continua no Martirológio Romano em 20 de julho, e a devoção pessoal é permitida.

Santuários e devoção

  • Relíquias: Montefiascone, Itália, onde a tradição diz estarem as relíquias desde o século XII (conferir)
  • Arte: Igrejas medievais dedicadas a ela na Inglaterra, como Santa Margarida de Westminster, em Londres