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Santo

Santa Margarida Clitherow

Santa Margarida Clitherow
St. Margaret Clitherow JS · zeitgenössischer Stecher, um 1750, nach älterer Darstellung · domínio público · origem

York (Inglaterra), c. 1556 · York, 25 de março de 1586 · canonizada em 1970

  • Mulheres empresárias
  • Convertidos
  • Mães de família
“Morro pela fé católica, e quero morrer por amor a Jesus.”
Palavras atribuídas a ela no relato do padre John Mush, seu confessor, escrito pouco depois da morte. Tradução e síntese do portal; conferir no texto de Mush.

Página em conferência. O texto foi redigido pelo portal a partir das fontes indicadas e ainda está sendo revisado; datas e detalhes podem ser ajustados.

Vida

Margarida nasceu em York, filha de um comerciante de velas. Aos quinze anos casou com João Clitherow, açougueiro rico e protestante, e teve três filhos. Por volta dos dezoito anos tornou-se católica, num tempo em que a lei inglesa punia a Missa católica e quem abrigasse padres.

Mesmo assim, escondeu sacerdotes em sua casa, numa câmara secreta, para que a Missa pudesse ser celebrada para os vizinhos. Foi presa mais de uma vez. O marido continuou protestante, mas a amava e pagava as multas. Ela também mandou o filho mais velho estudar num colégio católico no exterior.

Em 1586, a casa foi revistada e encontraram objetos da Missa. Para não obrigar os filhos e os empregados a depor contra ela num julgamento, Margarida se recusou a responder ao tribunal. A pena para isso era a morte por esmagamento. Morreu em 25 de março de 1586, aos cerca de trinta anos. Foi canonizada por Paulo VI em 1970, entre os Quarenta Mártires da Inglaterra e do País de Gales.

Fontes: Relato do padre John Mush (c. 1586); documentação do processo dos Quarenta Mártires da Inglaterra e do País de Gales (1970).

O que nos ensina

Margarida ensina que a fé se vive dentro de casa e no trabalho, com coragem e alegria. Ela era dona de casa, mãe e comerciante, e fez da própria casa um lugar de oração para a comunidade. Ensina também a proteger os outros: preferiu sofrer sozinha a colocar a família em perigo. Seu exemplo fala a quem vive a fé num ambiente onde nem todos creem igual, mantendo o amor pelo cônjuge.

Milagres

  1. Reconhecido

    O martírio reconhecido

    A Igreja a reconhece como mártir. Foi canonizada em 1970 entre os Quarenta Mártires da Inglaterra e do País de Gales.

  2. Tradição

    A mão conservada

    Segundo a tradição, uma de suas mãos foi guardada como relíquia e hoje está no convento das Irmãs de Bar, em York. A autenticidade é conservada pela tradição.

“Reconhecido” = examinado nos processos de beatificação e canonização ou narrado nas fontes oficiais. “Tradição” = relato devoto, sem exame formal.

Curiosidades

  • É chamada de "Pérola de York".
  • A casa onde viveu, na rua The Shambles, em York, é hoje um pequeno santuário visitado por peregrinos.
  • O marido protestante continuou ao seu lado e, segundo os relatos, chorou muito com a condenação.
  • Sua história mostra o drama das famílias divididas pela religião na Inglaterra do século XVI; hoje católicos e anglicanos rezam juntos pelos mártires dos dois lados.

Oração

Santa Margarida Clitherow, mãe corajosa que fizeste da tua casa um lugar de oração, intercede pelas nossas famílias. Ensina-nos a viver a fé com alegria no lar e no trabalho, a amar quem pensa diferente e a proteger os mais frágeis. Que as nossas casas sejam pequenas igrejas, abertas a Deus e aos irmãos. Amém.

Oração redigida pelo portal Músico Católico.

Para retiro, encontro ou evento

Tema
Minha casa, uma pequena igreja
Lema
"Eu e a minha casa serviremos ao Senhor" (Js 24,15)
Leitura
Js 24,14-18 (sugerida)
Público
Casais, grupos de família, pastoral familiar
  1. 1Reconhecer: onde a fé acontece na minha casa hoje: uma oração, uma refeição, um perdão?
  2. 2Acolher: como amo e respeito quem, em casa, crê diferente ou não crê?
  3. 3Abrir: escolher um gesto para fazer da casa um lugar de oração nesta semana.

Dinâmica: "O altar da casa", 40 min · papel, lápis de cor. Cada família desenha um cantinho de oração para montar em casa e explica ao grupo.

Quando celebrar

25 de outubro (com os Quarenta Mártires) ou 26 de março · Fora do calendário · Vermelho

Não está no Calendário Romano Geral. Na Inglaterra é lembrada com os Quarenta Mártires e, em York, no dia próprio.

Santuários e devoção

  • Casa: Santuário na rua The Shambles, York (Inglaterra)
  • Relíquia: Convento das Irmãs de Bar, York