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Santo

Santa Laura Montoya

Santa Laura Montoya
Beata Madre Laura · domínio público · origem

Jericó, Antioquia (Colômbia), 26 de maio de 1874 · Medellín, 21 de outubro de 1949 · canonizada em 2013

  • Missionários entre os povos indígenas
  • Professores
  • Colômbia (primeira santa do país)
“Amar os indígenas como eles são, para levá-los a Deus pelo caminho do amor.”
Resumo do portal de uma ideia que atravessa a sua Autobiografia (Historia de las misericordias de Dios en un alma, escrita a partir de 1925). Não é citação literal: trocar por um trecho com referência exata antes da conferência.

Página em conferência. O texto foi redigido pelo portal a partir das fontes indicadas e ainda está sendo revisado; datas e detalhes podem ser ajustados.

Vida

Laura nasceu em Jericó, na região de Antioquia, na Colômbia. Tinha dois anos quando o pai, Juan de la Cruz Montoya, foi morto numa das guerras civis do país, e a família ficou pobre. Cresceu entre parentes, estudou com esforço e se formou professora na Escola Normal de Medellín. Lecionou em várias cidades da região e ficou conhecida pela seriedade e pela fé.

Desde jovem sentia o chamado para levar o Evangelho aos povos indígenas das montanhas e das selvas colombianas, que viviam esquecidos e muitas vezes desprezados. Em 1914, com um pequeno grupo de professoras, partiu para Dabeiba, no oeste de Antioquia, e ali começou a obra que se tornaria a Congregação das Missionárias de Maria Imaculada e de Santa Catarina de Sena, conhecidas como "lauritas". O método era viver entre os indígenas, aprender a língua e os costumes e respeitá-los, coisa rara na época.

A obra enfrentou críticas e incompreensões, inclusive dentro da Igreja, mas cresceu e chegou a outros países. Nos últimos nove anos de vida, Laura ficou paralisada e passou a viver numa cadeira de rodas, sem deixar de governar a congregação e de escrever. Morreu em Medellín em 21 de outubro de 1949. Foi beatificada por São João Paulo II em 2004 e canonizada pelo papa Francisco em 12 de maio de 2013, a primeira santa nascida na Colômbia.

Fontes: Autobiografia de Laura Montoya (Historia de las misericordias de Dios en un alma); papa Francisco, homilia da canonização (12 de maio de 2013); materiais da Congregação das Missionárias de Maria Imaculada e de Santa Catarina de Sena.

O que nos ensina

Laura ensina que anunciar o Evangelho começa pelo respeito: ninguém é evangelizado por quem o despreza. Ela foi morar com os indígenas, aprendeu com eles e mostrou que a fé não exige apagar a cultura de um povo. Ensina também a perseverar quando a missão é mal compreendida e a continuar servindo mesmo no sofrimento, como fez nos anos de paralisia.

Milagres

  1. Reconhecido

    A cura da beatificação

    Para a beatificação, em 2004, a Igreja reconheceu a cura de uma senhora idosa de Medellín, que tinha um câncer grave e se recuperou sem explicação médica depois de pedir a intercessão de Madre Laura.

  2. Reconhecido

    A cura da canonização

    Para a canonização, em 2013, foi examinada a cura de um médico colombiano, Carlos Eduardo Restrepo, que sofria de uma doença autoimune grave e se recuperou depois de rezar a ela.

“Reconhecido” = examinado nos processos de beatificação e canonização ou narrado nas fontes oficiais. “Tradição” = relato devoto, sem exame formal.

Curiosidades

  • É a primeira santa nascida na Colômbia. A canonização foi celebrada no país com festa nacional.
  • Antes de ser missionária, foi professora por muitos anos. Ela dizia que a sala de aula foi a sua primeira escola de missão.
  • As irmãs da congregação são chamadas popularmente de "lauritas" e trabalham hoje em vários países da América Latina, da África e da Europa.
  • Na época, era comum tratar os indígenas como inferiores. Laura defendeu que eles tinham a mesma dignidade de qualquer pessoa e precisavam ser tratados com amor.
  • Passou os últimos anos de vida numa cadeira de rodas, e mesmo assim continuou dirigindo a obra e escrevendo cartas e livros.

Oração

Santa Laura Montoya, que deixaste o conforto da cidade para levar Jesus aos povos esquecidos das montanhas, ensina-nos a olhar cada pessoa com respeito e ternura. Livra-nos do preconceito e do desprezo, e faz de nós missionários que primeiro escutam e depois anunciam. Que a nossa música abra portas e aproxime corações, como a tua presença aproximou tantos de Deus. Amém.

Oração redigida pelo portal Músico Católico.

Para retiro, encontro ou evento

Tema
Missão que começa pelo respeito
Lema
"Fiz-me tudo para todos" (1Cor 9,22)
Leitura
1Cor 9,19-23 (sugerida)
Público
Jovens, grupos missionários, catequistas, ministérios de música
  1. 1Olhar: quem são as pessoas "invisíveis" na minha comunidade e na minha cidade?
  2. 2Escutar: em duplas, cada um conta a história de alguém muito diferente de si e o que aprendeu com essa pessoa.
  3. 3Ir: escolher um gesto concreto de aproximação para a semana: uma visita, uma conversa, um convite.

Dinâmica: "A língua do outro", 40 min · cartões com palavras em línguas indígenas brasileiras e seus significados, mapa do Brasil. Os grupos descobrem o sentido das palavras, conversam sobre o que se perde quando uma cultura é desprezada e terminam com um canto missionário.

Quando celebrar

21 de outubro · Fora do calendário · Branco

Não está no Calendário Romano Geral nem no próprio do Brasil. Na Colômbia, é celebrada em 21 de outubro, dia da sua morte.

Santuários e devoção

  • Túmulo: Santuário de Santa Laura Montoya, bairro Belencito, Medellín (Colômbia)
  • Terra natal: Jericó, Antioquia (Colômbia)
  • Início da missão: Dabeiba, Antioquia (Colômbia)