Santo
Santa Kinga (Cunegunda da Polônia)

Hungria, 5 de março de 1234 · Stary Sącz (Polônia), 24 de julho de 1292 · canonizada em 1999
- Polônia e Lituânia
- Mineiros de sal
- Stary Sącz e Cracóvia
“Onde está o teu tesouro, aí estará também o teu coração.”
Página em conferência. O texto foi redigido pelo portal a partir das fontes indicadas e ainda está sendo revisado; datas e detalhes podem ser ajustados.
Vida
Antes de tudo, um cuidado com os nomes: Kinga é a forma polonesa de Cunegunda. Ela não é a mesma Santa Cunegundes que já tem página no portal. Aquela era imperatriz, esposa de Santo Henrique, viveu no século XI e é lembrada em 3 de março. Kinga é uma princesa húngara do século XIII que se tornou duquesa na Polônia e é lembrada em 24 de julho.
Kinga era filha do rei Béla IV da Hungria e sobrinha de Santa Isabel da Hungria. Duas irmãs também são veneradas: Santa Margarida da Hungria e a Beata Iolanda. Ainda menina, foi prometida a Boleslau, duque de Cracóvia, e casou-se com ele por volta de 1246. A tradição diz que os dois viveram um casamento casto, e por isso ele ficou conhecido como Boleslau, o Casto. O casal não teve filhos.
Como duquesa, Kinga usou o seu dote para reconstruir o país depois das invasões tártaras, cuidou dos pobres e dos doentes e apoiou igrejas e mosteiros. Quando Boleslau morreu, em 1279, recusou-se a governar, deu os bens aos pobres e entrou no mosteiro de clarissas que tinha fundado em Stary Sącz. Lá viveu como simples irmã até morrer, em 1292. Foi beatificada em 1690 e canonizada por São João Paulo II em Stary Sącz, em 16 de junho de 1999.
Fontes: Vida de Santa Kinga (séc. XIV), atribuída a um frade franciscano de Stary Sącz; crônicas de Jan Długosz (séc. XV); São João Paulo II, homilia da canonização em Stary Sącz (16 de junho de 1999).
O que nos ensina
Kinga ensina a pôr os bens a serviço do bem comum: o dote de uma princesa virou pão e reconstrução para um povo arrasado pela guerra. Ensina a viver o matrimônio na fidelidade e na fé, e a desprender-se do poder quando chega a hora. Como disse João Paulo II na canonização, ela mostra que a santidade se constrói com fidelidade a Deus nas tarefas de cada dia.
Milagres
- Tradição
O anel na mina de sal
A lenda mais famosa conta que, antes de deixar a Hungria, Kinga pediu ao pai uma mina de sal como dote e jogou nela o seu anel. Já na Polônia, mandou cavar em Bochnia, e os mineiros encontraram sal, e dentro do primeiro bloco estava o anel. As minas de sal da região são reais e muito antigas; a história do anel é lenda.
- Tradição
Graças e curas atribuídas
Desde a morte, os peregrinos de Stary Sącz contam curas e graças alcançadas por sua intercessão. Os casos examinados na beatificação e na canonização devem ser conferidos antes da publicação.
“Reconhecido” = examinado nos processos de beatificação e canonização ou narrado nas fontes oficiais. “Tradição” = relato devoto, sem exame formal.
Curiosidades
- Na mina de sal de Wieliczka, perto de Cracóvia, há uma enorme capela esculpida no sal pelos próprios mineiros e dedicada a ela, com altar, lustres e relevos, tudo de sal.
- Por causa da lenda do anel, é padroeira dos mineiros de sal da Polônia.
- É sobrinha de Santa Isabel da Hungria e irmã de Santa Margarida da Hungria: uma família inteira de santas.
- A canonização, em 1999, foi celebrada por João Paulo II diante de centenas de milhares de fiéis, durante uma de suas viagens à Polônia.
Oração
Santa Kinga, que fizeste do teu dote pão para os pobres e do teu coração morada de Deus, ensina-nos a pôr os nossos bens a serviço dos outros. Protege os trabalhadores, especialmente os que enfrentam trabalhos duros e perigosos. Ajuda os casais a viverem na fidelidade e todos nós a buscarmos o tesouro que não se perde. Amém.
Oração redigida pelo portal Músico Católico.
Para retiro, encontro ou evento
- Tema
- O tesouro que não se perde
- Lema
- "Onde está o teu tesouro, aí estará o teu coração" (Mt 6,21)
- Leitura
- Mt 6,19-21 (sugerida)
- Público
- Jovens, crisma, casais, grupos de trabalhadores
- 1Tesouro: onde está o meu coração hoje: no que tenho ou em quem eu amo? Escrever em silêncio.
- 2Partilhar: que dom, tempo ou bem eu posso colocar a serviço da comunidade?
- 3Sal: como posso ser "sal da terra" no meu trabalho ou na escola nesta semana?
Dinâmica: "O anel no sal", 30 min · uma tigela com sal grosso e pequenos objetos escondidos. Cada pessoa procura um objeto e partilha qual "tesouro escondido" Deus colocou na sua vida.
Quando celebrar
24 de julho · Fora do calendário · Branco
Não está no Calendário Romano Geral. É lembrada no Martirológio Romano em 24 de julho e celebrada como memória na Polônia. Não confundir com Santa Cunegundes, imperatriz, lembrada em 3 de março.
Santuários e devoção
- Túmulo: Mosteiro das Clarissas de Stary Sącz (Polônia), fundado por ela
- Capela de sal: Capela de Santa Kinga, mina de sal de Wieliczka (Polônia), Patrimônio Mundial da UNESCO