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Santo

Santa Juliana Falconieri

Santa Juliana Falconieri
Santa Maria dei Servi (Padua) - Altare dell'Addolorata - Santa Giuliana Falconieri · Didier Descouens · CC BY-SA 4.0 · origem

Florença (Itália), 1270 · Florença, 19 de junho de 1341 · canonizada em 1737

  • Ordem dos Servos de Maria
  • Doentes
  • Quem não pode comungar
“Provai e vede como o Senhor é bom.”
Sl 33(34),9, escolhido pelo portal por causa do episódio eucarístico da morte dela. Não há escrito seguro de Santa Juliana.

Página em conferência. O texto foi redigido pelo portal a partir das fontes indicadas e ainda está sendo revisado; datas e detalhes podem ser ajustados.

Vida

Juliana nasceu numa família rica de comerciantes de Florença. Era sobrinha de Santo Aleixo Falconieri, um dos sete fundadores dos Servos de Maria, os servitas. Cresceu perto deles e, ainda jovem, recusou o casamento que a família planejava para se consagrar a Deus.

Por volta dos 15 anos recebeu o hábito das mãos de São Filipe Benício, geral dos servitas, e passou a viver como terciária, em casa, rezando e servindo os pobres e doentes. Depois da morte da mãe, reuniu outras mulheres numa vida comum, dedicada à oração e às obras de caridade. Elas ficaram conhecidas como as Mantellate, pelo manto que usavam.

Juliana deu a essas mulheres uma regra de vida e é considerada a fundadora das Servas de Maria. Viveu com muita penitência e, nos últimos anos, uma doença no estômago a impedia de engolir. Morreu em Florença em 19 de junho de 1341. Foi canonizada por Clemente XII em 1737.

Fontes: Crônicas da Ordem dos Servos de Maria; legenda do século XIV; bula de canonização (1737). As fontes mais antigas são escassas.

O que nos ensina

Juliana ensina o amor à Eucaristia e a Maria, e que a vida consagrada pode começar dentro de casa, servindo quem está perto. Ensina também a aceitar com paciência a doença e as limitações, oferecendo-as a Deus. Para quem não pode comungar, ela é sinal de que o desejo de Deus já é uma forma de comunhão.

Milagres

  1. Tradição

    A hóstia sobre o peito

    Conta a tradição dos servitas que, ao morrer, sem poder engolir, ela pediu que pusessem a hóstia sobre o seu peito. A hóstia desapareceu, e depois da morte encontraram no peito a marca de uma cruz, como a da hóstia. Por isso é representada com a hóstia no peito.

  2. Reconhecido

    Curas do processo

    Para a canonização, foram examinadas curas atribuídas à sua intercessão, segundo as normas da época.

“Reconhecido” = examinado nos processos de beatificação e canonização ou narrado nas fontes oficiais. “Tradição” = relato devoto, sem exame formal.

Curiosidades

  • O tio dela, Santo Aleixo Falconieri, viveu mais de cem anos, segundo a tradição da ordem.
  • O nome "Mantellate" vem do manto que as terciárias servitas usavam.
  • As Servas de Maria fundadas por ela estão presentes em vários países.
  • Ela é sempre pintada com o hábito preto dos servitas e uma hóstia no peito.

Oração

Santa Juliana Falconieri, que amaste Jesus na Eucaristia até o último suspiro, intercede pelos doentes, por quem não pode comungar e por quem se consagra a Deus. Ensina-nos a desejar o Senhor de todo o coração e a servir os pobres com Maria. Que o nosso canto na comunhão seja um ato de amor verdadeiro. Amém.

Oração redigida pelo portal Músico Católico.

Para retiro, encontro ou evento

Tema
Desejar Jesus na Eucaristia
Lema
"Provai e vede como o Senhor é bom"
Leitura
Jo 6,51-58 (sugerida)
Público
Primeira comunhão, crisma, ministros extraordinários, ministérios de música
  1. 1Adorar: um tempo de silêncio diante do Santíssimo.
  2. 2Lembrar: pensar em quem não pode comungar: doentes, presos, quem está longe.
  3. 3Levar: combinar com a pastoral uma visita com a comunhão a um doente.

Dinâmica: "Comunhão espiritual", 30 min · uma vela e a oração da comunhão espiritual impressa. O grupo reza junto e cada um escreve o nome de alguém que não pode ir à missa.

Quando celebrar

19 de junho · Fora do calendário · Branco

Saiu do Calendário Romano Geral em 1969. Os servitas a celebram com festa própria.

Santuários e devoção

  • Túmulo: Basílica da Santissima Annunziata, Florença (Itália), igreja-mãe dos servitas