Santo
Santa Joana Antida Thouret

Sancey-le-Long, Doubs (França), 27 de novembro de 1765 · Nápoles (Itália), 24 de agosto de 1826 · canonizada em 1934
- Irmãs da Caridade de Santa Joana Antida Thouret
“Tudo posso naquele que me fortalece.”
Página em conferência. O texto foi redigido pelo portal a partir das fontes indicadas e ainda está sendo revisado; datas e detalhes podem ser ajustados.
Vida
Joana Antida nasceu numa família de camponeses em Sancey-le-Long, no leste da França. Perdeu a mãe aos dezesseis anos e assumiu o cuidado da casa e dos irmãos. Em 1787 entrou em Paris nas Filhas da Caridade de São Vicente de Paulo e trabalhou em hospitais.
Com a Revolução Francesa, as comunidades religiosas foram dissolvidas. Ela se recusou a fazer o juramento exigido pelo governo revolucionário e, em 1795, foi obrigada a deixar a comunidade. Voltou a pé para a terra natal, onde ensinou e cuidou de doentes às escondidas, e depois viveu anos de exílio na Suíça e na Alemanha.
Em 1799, a pedido do vigário-geral de Besançon, abriu ali uma escola gratuita para meninas e uma sopa para os pobres: era o começo das Irmãs da Caridade de Besançon. A obra cresceu, e em 1810 ela foi chamada a Nápoles para dirigir hospitais e escolas. Quando o papa Pio VII aprovou as regras, em 1819, as casas passaram a depender dos bispos locais, e o arcebispo de Besançon não aceitou. Seguiu-se uma dolorosa divisão, e Joana Antida não conseguiu mais entrar na casa que fundara. Morreu em Nápoles em 24 de agosto de 1826. Foi beatificada em 1926 e canonizada por Pio XI em 14 de janeiro de 1934.
Fontes: Cartas e Regra de Santa Joana Antida Thouret; bula de canonização de Pio XI (1934); história oficial das Irmãs da Caridade de Santa Joana Antida Thouret.
O que nos ensina
Joana Antida ensina a fidelidade nas tempestades: a Revolução tirou-lhe a comunidade, o exílio tirou-lhe a pátria e uma disputa entre autoridades lhe fechou a porta da própria casa. Mesmo assim, não deixou de servir os pobres nem de amar a Igreja. Ensina a obedecer com sofrimento, sem rancor, e a confiar que a obra é de Deus, não nossa.
Milagres
- Reconhecido
Curas examinadas para a beatificação e a canonização
Para a beatificação (1926) e a canonização (1934), a Igreja examinou e reconheceu curas atribuídas à intercessão de Joana Antida, segundo as normas da época.
“Reconhecido” = examinado nos processos de beatificação e canonização ou narrado nas fontes oficiais. “Tradição” = relato devoto, sem exame formal.
Curiosidades
- Fez a pé grande parte da viagem de volta de Paris para a terra natal, durante a Revolução.
- No exílio, acompanhou por um tempo um grupo religioso chamado "Solitários", que vivia em comunidade itinerante.
- Em Nápoles, dirigiu o grande hospital dos Incuráveis.
- A divisão entre as casas de Besançon e as da Itália só foi superada depois da morte dela, quando as comunidades se reuniram.
- O nome "Antida" vem de Santo Antídio, antigo bispo venerado em Besançon.
Oração
Santa Joana Antida, que serviste os pobres e os doentes no meio de revoluções, exílios e incompreensões, ensina-nos a permanecer fiéis quando tudo parece desmoronar. Dá-nos um coração humilde para obedecer e corajoso para continuar amando. Intercede pelas escolas, pelos hospitais e por quem sofre injustiças dentro da própria casa. Amém.
Oração redigida pelo portal Músico Católico.
Para retiro, encontro ou evento
- Tema
- Fiéis no meio da tempestade
- Lema
- "Tudo posso naquele que me fortalece"
- Leitura
- Fl 4,10-14 (sugerida)
- Público
- Educadores, profissionais da saúde, comunidades em crise, jovens, ministérios de música
- 1Reconhecer: nomear as tempestades da minha vida e da minha comunidade agora.
- 2Perdoar: pensar em quem me fechou uma porta e entregar essa ferida a Deus.
- 3Continuar: escolher um serviço que não vou abandonar, mesmo com dificuldades.
Dinâmica: "A porta fechada", 30 min · uma porta ou cortina simbólica. Cada um escreve num papel uma situação em que se sentiu excluído ou incompreendido e a deixa diante da porta. Em seguida, todos rezam juntos um Pai-Nosso e cantam um canto de confiança.
Quando celebrar
24 de agosto · Fora do calendário · Branco
Não está no calendário geral nem no do Brasil. O Martirológio Romano a recorda em 24 de agosto, dia da morte, que coincide com a festa de São Bartolomeu; por isso, as Irmãs da Caridade costumam celebrá-la em outra data, que deve ser conferida.
Santuários e devoção
- Túmulo: Igreja da Casa Provincial das Irmãs da Caridade, Nápoles (Itália)
- Terra natal: Santuário e casa natal em Sancey-le-Long, Doubs (França)
- Fundação: Besançon (França), onde nasceu a congregação em 1799