Santo
Santa Isabel de Portugal (Rainha Santa)

Saragoça (Aragão), 1271 · Estremoz (Portugal), 4 de julho de 1336 · beatificada em 1516 · canonizada em 1625
- Coimbra e Portugal
- Construtores da paz
- Esposas em casamentos difíceis
“São rosas, Senhor.”
Página em conferência. O texto foi redigido pelo portal a partir das fontes indicadas e ainda está sendo revisado; datas e detalhes podem ser ajustados.
Vida
Isabel era filha do rei Pedro III de Aragão e sobrinha-neta de Santa Isabel da Hungria. Aos 11 ou 12 anos casou-se com o rei D. Dinis de Portugal. Rainha piedosa, rezava o Ofício, cuidava de doentes e pobres, fundava hospitais e albergues, e recebia na corte até os filhos que o rei tivera fora do casamento, criando-os com carinho.
Ficou conhecida como pacificadora. Mediou conflitos entre reinos vizinhos e, sobretudo, entre o marido e o filho, o futuro Afonso IV, que chegaram a enfrentar-se em guerra. Em 1323, em Alvalade, segundo as crônicas, ela atravessou a cavalo entre os dois exércitos para impedir a batalha.
Viúva em 1325, foi em peregrinação a Santiago de Compostela, entrou na Ordem Terceira de São Francisco e passou a viver junto ao mosteiro das Clarissas de Santa Clara, em Coimbra, que ela reconstruíra. Em 1336, já idosa, partiu de novo para fazer as pazes entre o filho e o rei de Castela e morreu em Estremoz, em 4 de julho. Foi beatificada em 1516 e canonizada por Urbano VIII em 1625.
Fontes: Lenda da Rainha Santa (relação escrita no séc. XIV, pouco depois da morte); crônicas portuguesas do reinado de D. Dinis; bula de canonização de Urbano VIII (1625).
O que nos ensina
Isabel ensina que a paz se constrói com paciência, oração e coragem de se colocar no meio do conflito. Ensina a responder às feridas do casamento sem amargura e a usar o poder e o dinheiro para servir os pobres. Para famílias divididas, é intercessora de reconciliação.
Milagres
- Tradição
O milagre das rosas
Conta a tradição que, levando pão escondido no regaço para os pobres, foi surpreendida pelo rei; ao abrir o manto, só havia rosas, em pleno inverno. A mesma lenda é contada de Santa Isabel da Hungria, sua tia-avó, e não aparece nos relatos mais antigos dela.
- Reconhecido
Milagres do processo de canonização
Para a canonização de 1625 foram examinadas curas atribuídas à intercessão dela, e o corpo, encontrado conservado na abertura do túmulo em 1612, foi objeto de grande devoção.
“Reconhecido” = examinado nos processos de beatificação e canonização ou narrado nas fontes oficiais. “Tradição” = relato devoto, sem exame formal.
Curiosidades
- A tradição liga a ela o início da Festa do Divino Espírito Santo em Alenquer, festa que os portugueses trouxeram para o Brasil e que ainda é viva em muitas cidades.
- Em Coimbra, a Festa da Rainha Santa, em julho, tem procissão com a imagem da rainha a cada dois anos.
- O túmulo gótico original, de pedra, está em Santa Clara-a-Velha; o corpo foi levado em 1677 para um túmulo de prata em Santa Clara-a-Nova.
- Era sobrinha-neta de Santa Isabel da Hungria, de quem recebeu o nome.
- Rainha Santa é o título popular dela em Portugal até hoje.
Oração
Santa Isabel, rainha da paz, que te colocaste entre os que brigavam para que não houvesse sangue, ensina-nos a ser construtores de reconciliação em casa, na comunidade e no mundo. Dá paciência a quem sofre no casamento, generosidade a quem tem muito e esperança aos pobres. Que o nosso canto una e nunca divida. Amém.
Oração redigida pelo portal Músico Católico.
Para retiro, encontro ou evento
- Tema
- Felizes os que promovem a paz
- Lema
- "Bem-aventurados os que promovem a paz" (Mt 5,9)
- Leitura
- Mt 5,1-12 (sugerida)
- Público
- Casais, pastoral familiar, grupos de oração, ministérios em fase de conflito
- 1Reconhecer: identificar em silêncio uma relação ferida na minha vida.
- 2Interceder: rezar pelo nome de quem me feriu ou de quem eu feri.
- 3Dar o passo: escolher um gesto concreto de paz para a semana (uma mensagem, uma visita, um pedido de perdão).
Dinâmica: "Pão e rosas", 30 min · pães pequenos e pétalas de papel. Cada um escreve numa pétala um gesto de paz e partilha o pão com alguém do grupo com quem conversa pouco.
Quando celebrar
4 de julho · Memória facultativa · Branco
No Calendário Romano Geral é memória facultativa. Em Portugal é memória obrigatória e, em Coimbra, festa. Até 1969 era celebrada em 8 de julho.
Santuários e devoção
- Túmulo: Mosteiro de Santa Clara-a-Nova, Coimbra (Portugal)
- Primeiro túmulo: Mosteiro de Santa Clara-a-Velha, Coimbra
- Onde morreu: Castelo de Estremoz, com a capela da Rainha Santa (Portugal)