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Santo

Santa Isabel da Trindade

Santa Isabel da Trindade
Visage d'Elisabeth de la Trinité · Willuconquer · CC BY-SA 3.0 · origem

Campo de Avor, perto de Bourges (França), 18 de julho de 1880 · Dijon, 9 de novembro de 1906 · canonizada em 2016

  • Doentes
  • Pessoas que perderam os pais
  • Vida de oração e de interioridade
“Ó meu Deus, Trindade que adoro, ajudai-me a esquecer-me inteiramente para me estabelecer em vós.”
Início da oração escrita por ela em 21 de novembro de 1904, no Carmelo de Dijon. Tradução do portal a partir do original francês, de domínio público.

Página em conferência. O texto foi redigido pelo portal a partir das fontes indicadas e ainda está sendo revisado; datas e detalhes podem ser ajustados.

Vida

Isabel Catez nasceu num acampamento militar perto de Bourges, onde servia o pai, oficial do exército. A família se mudou para Dijon, e o pai morreu quando ela tinha sete anos. Menina de temperamento forte e explosivo, aprendeu aos poucos, com a primeira comunhão, a dominar a raiva. Era pianista talentosa: ainda adolescente ganhou um primeiro prêmio no conservatório de Dijon.

Desde cedo desejou o Carmelo, mas a mãe só permitiu a entrada quando ela completou 21 anos. Até lá, levou uma vida normal de moça: festas, viagens, música, catequese na paróquia. Em 2 de agosto de 1901 entrou no Carmelo de Dijon e recebeu o nome de Isabel da Trindade. Descobriu nas cartas de São Paulo a sua vocação: ser "louvor da glória" de Deus, vivendo com a Trindade que mora no fundo da alma.

Em 1905 apareceram os sinais da doença de Addison, sem tratamento na época. Viveu os últimos meses com muita dor, unida a Cristo crucificado, e escreveu seus retiros e cartas mais profundos. Morreu em 9 de novembro de 1906, aos 26 anos. Foi beatificada por São João Paulo II em 1984 e canonizada pelo papa Francisco em 16 de outubro de 2016.

Fontes: Escritos da própria Isabel (cartas, diário, retiros "O Céu na fé" e "Último retiro", oração à Trindade de 1904); madre Germana de Jesus, Lembranças (1909); Conrad De Meester, edição crítica das Obras Completas; Santa Sé, biografia da canonização (2016).

O que nos ensina

Isabel ensina que Deus não está longe: mora dentro de nós, e a oração é entrar nessa casa interior e ficar com Ele. Mostra que essa amizade pode ser vivida no meio da vida comum e também na dor, que ela transformou em oferta. Para quem canta na liturgia, é uma mestra: ela, pianista, entendeu que a vida inteira pode ser um "louvor da glória", uma música feita para Deus, e que o silêncio interior é o que dá alma ao canto.

Milagres

  1. Reconhecido

    Cura da beatificação

    Para a beatificação, em 1984, a Igreja examinou e reconheceu como inexplicável uma cura atribuída à sua intercessão.

  2. Reconhecido

    Cura de Marie-Paule Stévens

    Para a canonização, foi reconhecida a cura de uma professora belga, Marie-Paule Stévens, que sofria de uma doença autoimune grave (síndrome de Sjögren) e ficou curada depois de rezar a Isabel numa peregrinação ao lugar onde ela nasceu, em 2002.

  3. Tradição

    "Vou para a Luz"

    As irmãs do Carmelo contam que, entre as últimas palavras, ela disse: "Vou para a Luz, para o Amor, para a Vida!". É testemunho das irmãs, não um milagre, mas resume a paz com que morreu.

“Reconhecido” = examinado nos processos de beatificação e canonização ou narrado nas fontes oficiais. “Tradição” = relato devoto, sem exame formal.

Curiosidades

  • Antes de ser carmelita, era conhecida em Dijon como pianista: tocava Chopin e Liszt em recitais.
  • O nome "Isabel" (Elisabeth) significa, segundo uma explicação que lhe deram, "casa de Deus", e ela tomou isso como programa de vida.
  • Sua oração "Ó meu Deus, Trindade que adoro" é citada no Catecismo da Igreja Católica (n. 260).
  • Leu a História de uma Alma, de Santa Teresinha, ainda jovem, e foi muito marcada por ela; as duas carmelitas viveram na mesma época.
  • Escrevia cartas longas a amigas casadas e mães de família, mostrando que a vida de oração não é só para religiosos.
  • Assinava algumas cartas em latim, "Laudem gloriae" (louvor da glória), nome que ela mesma se deu a partir da Carta aos Efésios.

Oração

Santa Isabel da Trindade, que descobriste a presença de Deus no fundo da tua alma e fizeste da vida um louvor da sua glória, ensina-nos a entrar no silêncio interior e a permanecer com o Senhor. Sustenta os doentes que sofrem sem alívio e os que perderam quem amavam. Que a nossa música nasça da oração e seja, como a tua vida, um canto para a Trindade. Amém.

Oração redigida pelo portal Músico Católico.

Para retiro, encontro ou evento

Tema
Deus mora em mim: a casa interior
Lema
"Encontrei o Céu na terra"
Leitura
Jo 14,23 e Ef 1,3-12 (sugeridas)
Público
Ministérios de música, grupos de oração, jovens, pastoral da saúde
  1. 1Silenciar: dez minutos de silêncio, sem música, só respirando e lembrando: Deus está aqui, dentro de mim.
  2. 2Habitar: o que enche minha "casa interior" de barulho? Escrever uma coisa que me impede de rezar.
  3. 3Louvar: escolher uma ação comum da semana (estudar, ensaiar, trabalhar) para oferecer como "louvor da glória".

Dinâmica: "Louvor da glória", 30 min · cópias da oração à Trindade de 1904, piano ou violão suave. O grupo lê a oração em silêncio, cada um sublinha uma frase e a partilha; no fim, todos cantam um refrão trinitário.

Quando celebrar

8 de novembro · Fora do calendário · Branco

Não está no Calendário Romano Geral. A Ordem do Carmo e os Carmelitas Descalços a celebram em 8 de novembro, porque o dia 9, da sua morte, é a festa da Dedicação da Basílica de Latrão.

Santuários e devoção

  • Onde viveu: Carmelo de Dijon (França), cuja comunidade se mudou depois para Flavignerot, nos arredores da cidade
  • Relíquias: Dijon (França): conferir o local atual do relicário
  • Onde nasceu: Campo de Avor, comuna de Farges-en-Septaine, perto de Bourges (França)