Pular para o conteúdo
Entrar

Santo

Santa Helena

Santa Helena
Saint Helena title QS:P1476,en:"Saint Helena "label QS:Len,"Saint Helena "label QS:Lit,"Sant'Elena"label QS:Lnl,"Saint Helena" · Giovanni Battista Cima da Conegliano · domínio público · origem

Drépano, na Bitínia (atual Turquia), c. 248 · c. 330 · mãe do imperador Constantino

  • Arqueólogos
  • Convertidos
  • Pessoas em casamento difícil
“Eu no trono, e a cruz do Senhor no pó?”
Palavras que Santo Ambrósio atribui a Helena no sermão fúnebre do imperador Teodósio (De obitu Theodosii, 43), em 395. Texto latino de domínio público. Tradução do portal.

Página em conferência. O texto foi redigido pelo portal a partir das fontes indicadas e ainda está sendo revisado; datas e detalhes podem ser ajustados.

Vida

Helena nasceu por volta de 248, em Drépano, na Ásia Menor, de família humilde. Santo Ambrósio diz que ela trabalhava numa estalagem. Uniu-se a Constâncio Cloro, oficial romano, e com ele teve Constantino, por volta de 272. Quando Constâncio subiu na carreira política, deixou-a para se casar com a enteada do imperador Maximiano.

Seu filho Constantino tornou-se imperador e, em 313, deu liberdade de culto aos cristãos. Helena foi chamada à corte, recebeu o título de Augusta e, segundo o historiador Eusébio de Cesareia, converteu-se ao cristianismo por influência do filho. Passou a viver uma fé generosa, visitando presos, ajudando pobres e frequentando as igrejas como uma fiel qualquer.

Já com cerca de 80 anos, fez uma peregrinação à Terra Santa, por volta de 326 a 328. Eusébio, contemporâneo, conta que ela mandou construir igrejas em Belém, na gruta do Nascimento, e no monte das Oliveiras, onde Jesus subiu ao céu. A tradição, registrada a partir do fim do século IV, atribui a ela a descoberta da Cruz de Cristo em Jerusalém. Morreu por volta de 330, perto do filho, e foi sepultada em Roma, num mausoléu na Via Labicana.

Fontes: Eusébio de Cesareia, Vida de Constantino, livro III (c. 337); Santo Ambrósio, De obitu Theodosii (395); Rufino de Aquileia, História Eclesiástica (c. 402); Martirológio Romano, 18 de agosto.

O que nos ensina

Helena ensina que nunca é tarde para começar ou recomeçar a caminhada de fé: ela se converteu já adulta e fez sua grande peregrinação perto dos 80 anos. Ensina também a amar os lugares e os sinais da vida de Jesus, não por curiosidade, mas para crescer na fé. E mostra que poder e riqueza podem ser postos a serviço dos pobres e da Igreja.

Milagres

  1. Tradição

    A descoberta da Cruz

    A partir do fim do século IV, Santo Ambrósio, Rufino e outros autores contam que Helena mandou escavar o Calvário e encontrou três cruzes, e que a de Cristo foi reconhecida pela cura de uma mulher doente. Eusébio, contemporâneo dela, fala das igrejas que construiu, mas não menciona a descoberta. A Igreja celebra a Exaltação da Santa Cruz em 14 de setembro, mas o relato da descoberta por Helena é tradição.

  2. Reconhecido

    As igrejas de Belém e do monte das Oliveiras

    Não é milagre, mas é o fato mais bem documentado da sua vida: Eusébio registra que ela fundou a igreja da Natividade, em Belém, e a da Ascensão, no monte das Oliveiras.

“Reconhecido” = examinado nos processos de beatificação e canonização ou narrado nas fontes oficiais. “Tradição” = relato devoto, sem exame formal.

Curiosidades

  • O sarcófago de pórfiro vermelho que guardou seu corpo está hoje nos Museus Vaticanos.
  • Suas relíquias estão em parte na igreja de Santa Maria in Aracoeli, em Roma.
  • A Basílica de Santa Cruz em Jerusalém, em Roma, foi construída no palácio de Helena para guardar relíquias da Cruz trazidas da Terra Santa, segundo a tradição.
  • A ilha de Santa Helena, no Atlântico, onde Napoleão morreu exilado, recebeu o nome dela porque os portugueses a avistaram em 21 de maio de 1502, dia de Santa Helena no calendário oriental.
  • Nas Igrejas orientais, ela é celebrada com o filho como "Santos Constantino e Helena, iguais aos apóstolos", em 21 de maio.

Oração

Santa Helena, que buscaste com amor os sinais da vida de Jesus e encontraste nele a tua alegria, ensina-nos a amar a Cruz do Senhor e a não ter vergonha da nossa fé. Ajuda quem começa tarde a caminhada com Deus e quem carrega feridas no casamento e na família. Que, ao cantar a vitória da Cruz, saibamos levá-la com esperança. Amém.

Oração redigida pelo portal Músico Católico.

Para retiro, encontro ou evento

Tema
Nunca é tarde para buscar o Senhor
Lema
"Nós te adoramos, ó Cristo, e te bendizemos"
Leitura
Fl 2,6-11 (sugerida)
Público
Grupos de adultos, terceira idade, pastoral familiar, ministérios de música
  1. 1Recordar: desenhar a linha do tempo da minha fé: quando comecei, quando me afastei, quando voltei.
  2. 2Peregrinar: caminhar em silêncio por estações simples (um crucifixo, uma Bíblia, uma vela), como Helena na Terra Santa.
  3. 3Exaltar: terminar com a adoração da Cruz e um canto à Santa Cruz.

Dinâmica: "Os sinais escondidos", 30 min · esconder pela sala objetos ligados à vida de Jesus (pão, prego, palha, pedra). Cada grupo encontra um, lê a passagem bíblica correspondente e conta o que ela diz à sua vida.

Quando celebrar

18 de agosto · Fora do calendário · Branco

Não está no Calendário Romano Geral; o Martirológio Romano a lembra em 18 de agosto. Nas Igrejas orientais, com Constantino, em 21 de maio.

Santuários e devoção

  • Relíquias: Igreja de Santa Maria in Aracoeli, Roma
  • Sarcófago: Museus Vaticanos (sarcófago de pórfiro de Santa Helena)
  • Santa Cruz: Basílica de Santa Cruz em Jerusalém, Roma
  • Terra Santa: Basílica da Natividade, Belém