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Santo

Santa Filomena

Santa Filomena
Tela di Santa Filomena · SanFilippoApostolo1 · domínio público · origem

Data e lugar de nascimento desconhecidos · restos encontrados em Roma, 1802 · culto aprovado por Gregório XVI em 1837

  • Jovens
  • Causas difíceis (devoção popular)
  • Crianças
“A paz esteja contigo, Filomena.”
Inscrição das três placas que fechavam o túmulo encontrado na catacumba de Priscila, em 1802 ("LUMENA PAX TECUM FI", lida como "Pax tecum Filumena"). Tradução do portal.

Página em conferência. O texto foi redigido pelo portal a partir das fontes indicadas e ainda está sendo revisado; datas e detalhes podem ser ajustados.

Vida

Em 25 de maio de 1802, na catacumba de Priscila, em Roma, foi encontrado um túmulo fechado por três placas de terracota com a inscrição "LUMENA PAX TECUM FI", acompanhada de símbolos como uma âncora, flechas e uma palma. Lida em outra ordem, a inscrição dizia "A paz esteja contigo, Filomena". Dentro havia os ossos de uma jovem e um pequeno vaso que se pensou conter sangue, então considerado sinal de martírio.

Em 1805, os restos foram levados para Mugnano del Cardinale, perto de Nápoles, e logo começaram a ser relatadas muitas graças. A devoção cresceu muito: o Santo Cura d'Ars a chamava de sua "querida santinha" e atribuía a ela os milagres que aconteciam em Ars. Em 1835, a cura da venerável Paulina Jaricot, fundadora da Obra da Propagação da Fé, teve grande repercussão. Em 1837, o papa Gregório XVI aprovou o culto, e a festa foi fixada em 11 de agosto.

Como não havia nenhum documento antigo sobre ela, a "vida" que circulou vinha das revelações privadas de uma religiosa de Nápoles, que a Igreja nunca aprovou como história. Estudos arqueológicos levantaram a hipótese de que as placas tinham sido reaproveitadas de outro túmulo. Por isso, em 1961, a Sagrada Congregação dos Ritos retirou a festa do calendário litúrgico. A decisão não declarou que ela não existiu nem proibiu a devoção pessoal, que continua viva, sobretudo no santuário de Mugnano.

Fontes: Relatórios da descoberta na catacumba de Priscila (1802); decreto de Gregório XVI aprovando o culto (1837); escritos e testemunhos sobre São João Maria Vianney; decreto da Sagrada Congregação dos Ritos (14 de fevereiro de 1961); Martirológio Romano atual (não a inclui).

O que nos ensina

A história de Filomena ensina a distinguir a fé do que é incerto: a Igreja preferiu a verdade histórica, mesmo tirando uma festa popular do calendário, sem desprezar a confiança simples de quem reza. Ensina também que Deus pode se servir de uma devoção humilde para tocar corações, como fez com o Cura d'Ars. O centro de toda devoção a um santo é sempre Cristo.

Milagres

  1. Tradição

    A cura de Paulina Jaricot

    Em 1835, Paulina Jaricot, gravemente doente do coração, foi a Mugnano e se declarou curada diante das relíquias. O fato foi levado ao papa Gregório XVI e pesou na aprovação do culto, mas não houve processo de canonização nos moldes atuais.

  2. Tradição

    As graças de Ars

    O Cura d'Ars atribuía a Santa Filomena muitas curas e conversões que aconteciam na sua paróquia, para que ninguém as atribuísse a ele. É testemunho devoto.

“Reconhecido” = examinado nos processos de beatificação e canonização ou narrado nas fontes oficiais. “Tradição” = relato devoto, sem exame formal.

Curiosidades

  • O nome Filomena vem do grego e costuma ser traduzido como "amada" ou "amiga do canto".
  • Ela foi o único caso de alguém cujo culto foi aprovado só com base nos restos achados e nas graças atribuídas, sem nenhum documento antigo.
  • Na igreja de Ars, na França, há uma capela dedicada a ela, colocada pelo próprio Cura d'Ars.
  • O vaso que se pensava conter sangue foi depois estudado como possível vaso de perfume, o que enfraqueceu a ideia de martírio.
  • Muitas igrejas no Brasil e no mundo mantêm imagens e devotos de Santa Filomena, sem celebração litúrgica própria.

Oração

Senhor Deus, que acolhes a oração simples dos teus filhos, recebe as preces que te dirigimos lembrando Santa Filomena, a quem tantos confiaram as suas causas difíceis. Dá-nos uma fé que ama a verdade e confia sem medo, como a do Santo Cura d'Ars. Guarda os jovens e as crianças, e faz da nossa música um louvor sincero a ti, por Cristo, nosso Senhor. Amém.

Oração redigida pelo portal Músico Católico.

Para retiro, encontro ou evento

Tema
Fé verdadeira, confiança simples
Lema
"A verdade vos libertará" (Jo 8,32)
Leitura
Jo 8,31-36 (sugerida)
Público
Jovens, grupos de oração, formação de catequistas
  1. 1Discernir: conversar sobre a diferença entre o que a Igreja ensina como fé, o que é devoção aprovada e o que é só costume.
  2. 2Confiar: lembrar uma causa difícil da própria vida e entregá-la a Deus em silêncio.
  3. 3Centrar em Cristo: rezar juntos uma oração ao Pai, por Cristo, pedindo a intercessão dos santos, como faz a liturgia.

Dinâmica: "Fé, devoção ou boato?", 35 min · cartões com afirmações sobre santos e devoções. Os grupos classificam cada uma, e o catequista comenta com o Catecismo e o Diretório sobre a piedade popular.

Quando celebrar

11 de agosto (devoção popular) · Fora do calendário · Vermelho

A festa foi retirada do calendário litúrgico em 1961; a devoção pessoal continua permitida.

Santuários e devoção

  • Relíquias: Santuário de Santa Filomena, Mugnano del Cardinale (Itália)
  • Ars: Capela de Santa Filomena na igreja de Ars-sur-Formans (França)