Santo
Santa Eufrásia Eluvathingal (Eufrásia do Sagrado Coração de Jesus)
Kattoor (Kerala, Índia), 17 de outubro de 1877 · Ollur (Kerala), 29 de agosto de 1952 · canonizada em 2014
- Religiosas e formadoras de noviças (devoção popular)
- Quem pede o dom da oração (devoção popular)
“Vinde a mim, todos vós que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos darei descanso.”
Página em conferência. O texto foi redigido pelo portal a partir das fontes indicadas e ainda está sendo revisado; datas e detalhes podem ser ajustados.
Vida
Rosa Eluvathingal nasceu em Kattoor, no estado de Kerala, no sul da Índia, numa família da Igreja siro-malabar, os cristãos de São Tomé, que guardam a tradição de que o apóstolo Tomé anunciou o Evangelho ali. A mãe lhe ensinou desde cedo a rezar e a conhecer a vida dos santos. Ainda menina, sentiu o desejo de pertencer só a Deus, contra a vontade do pai, que queria casá-la bem.
Em 1888, com cerca de dez anos, entrou como interna no convento da Congregação da Mãe do Carmelo (CMC), fundada por São Kuriakose Elias Chavara, em Koonammavu. Era de saúde frágil e esteve à beira da morte várias vezes. Contava que, numa dessas doenças, a Sagrada Família lhe apareceu e ela se recuperou. Recebeu o hábito em 1897, com o nome de Eufrásia do Sagrado Coração de Jesus, e fez os votos perpétuos em 1900, já no novo convento de Santa Maria, em Ollur, perto de Thrissur, onde passaria quase toda a vida.
Foi mestra de noviças e, depois, superiora do convento. O bispo de Thrissur, dom João Menachery, que a acompanhava espiritualmente, guardou muitas cartas dela. O que mais chamava a atenção era a sua oração: passava horas diante do Santíssimo, e o povo a chamava de "mãe que reza" e de "sacrário ambulante". Recebia no convento pobres, doentes e pessoas em crise, escutava e prometia rezar. Morreu em Ollur em 29 de agosto de 1952. Foi beatificada em 2006 e canonizada pelo papa Francisco em 23 de novembro de 2014, no mesmo dia que Kuriakose Elias Chavara.
Fontes: Cartas de Eufrásia ao bispo João Menachery; materiais da Congregação da Mãe do Carmelo (CMC) e da arquidiocese de Thrissur; homilia e notas biográficas da Santa Sé para a canonização de 23 de novembro de 2014.
O que nos ensina
Eufrásia ensina que a oração não é fuga do mundo, mas a força que sustenta o serviço. Ela quase não saiu do convento e mesmo assim tocou a vida de milhares de pessoas, porque quem a procurava encontrava escuta e intercessão. Para quem canta na liturgia, ela lembra que a música nasce da adoração: antes de cantar para o povo, é preciso estar com o Senhor no silêncio.
Milagres
- Reconhecido
Cura reconhecida para a beatificação
Para a beatificação, em 2006, a Igreja reconheceu a cura de um homem de Kerala, com um tumor grave, depois de orações pedindo a intercessão da madre Eufrásia.
- Reconhecido
Cura reconhecida para a canonização
Para a canonização, em 2014, foi aprovada uma segunda cura, também na Índia, atribuída à sua intercessão.
- Tradição
A visão da Sagrada Família
Ela mesma contou ao diretor espiritual que, quando estava muito doente na juventude, viu Jesus, Maria e José e ficou curada. É um relato pessoal, guardado em suas cartas, não examinado como milagre.
“Reconhecido” = examinado nos processos de beatificação e canonização ou narrado nas fontes oficiais. “Tradição” = relato devoto, sem exame formal.
Curiosidades
- O apelido "sacrário ambulante" (em malaiala, algo como "tabernáculo que anda") vem do povo de Ollur, que a via sempre a caminho da capela.
- Morreu em 1952 e foi canonizada só 62 anos depois: é uma santa do nosso tempo, com pessoas ainda vivas que a conheceram.
- Pertencia à Congregação da Mãe do Carmelo, a primeira congregação feminina nascida na Índia, fundada por São Kuriakose Elias Chavara e pelo carmelita Leopoldo Beccaro.
- A beatificação foi celebrada na própria Ollur, em 2006, e não em Roma, como passou a ser costume no pontificado de Bento XVI.
- O convento de Santa Maria, em Ollur, recebe peregrinos de várias religiões que vão pedir orações junto ao túmulo.
Oração
Santa Eufrásia, mãe que reza, que passaste a vida junto do sacrário e acolheste cada pessoa aflita com escuta e intercessão, ensina-nos a amar o silêncio diante de Jesus. Intercede pelos que estão cansados e sem esperança, e pelas religiosas e formadoras da Igreja. Que a nossa música nasça da adoração e leve o povo ao encontro do Senhor. Amém.
Oração redigida pelo portal Músico Católico.
Para retiro, encontro ou evento
- Tema
- Adorar antes de servir
- Lema
- "Vinde a mim"
- Leitura
- Lc 10,38-42 (sugerida)
- Público
- Ministérios de música, grupos de oração, adoradores, religiosas e formandos
- 1Parar: diante do Santíssimo ou de uma imagem de Jesus, ficar cinco minutos em silêncio, sem pedir nada.
- 2Escutar: quem me procurou nos últimos dias precisando ser ouvido? Escrever o nome dessa pessoa.
- 3Interceder: apresentar a Deus, em voz baixa, cada nome escrito, como Eufrásia fazia com quem batia à porta do convento.
Dinâmica: "A porta do convento", 40 min · cartões, canetas, uma vela e uma cesta diante do sacrário ou da cruz. Cada um escreve um pedido de alguém que precisa de oração; os cartões são misturados e cada pessoa leva um para rezar durante a semana.
Quando celebrar
29 de agosto · Fora do calendário · Branco
Não está no Calendário Romano Geral; em 29 de agosto a Igreja celebra o Martírio de São João Batista. É lembrada nessa data pela Igreja siro-malabar e pela Congregação da Mãe do Carmelo.
Santuários e devoção
- Túmulo: Convento de Santa Maria, Ollur, Thrissur (Kerala, Índia)
- Terra natal: Kattoor, diocese de Irinjalakuda (Kerala)
- Formação: Koonammavu (Kerala), onde entrou no convento da CMC