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Santo

Santa Catarina de Ricci

Santa Catarina de Ricci
Catherine-de-ricci · domínio público · origem

Florença (Itália), 23 de abril de 1522 · Prato (Itália), 2 de fevereiro de 1590 · canonizada em 1746

  • Prato (Itália)
  • Doentes (título popular)
“Fui crucificado com Cristo. Já não sou eu que vivo, é Cristo que vive em mim.”
Gálatas 2,19-20. Versículo escolhido pelo portal, porque não encontramos frase curta da santa com fonte segura; resume a sua vida marcada pela Paixão de Cristo.

Página em conferência. O texto foi redigido pelo portal a partir das fontes indicadas e ainda está sendo revisado; datas e detalhes podem ser ajustados.

Vida

Alexandra Lucrécia Rômola de Ricci nasceu em Florença, numa família rica de banqueiros. Perdeu a mãe muito pequena e foi criada pela madrasta, que a incentivou na oração. Educada num mosteiro, sentiu desde cedo o chamado à vida religiosa e, com cerca de 13 anos, entrou no mosteiro dominicano de São Vicente, em Prato, onde recebeu o nome de Catarina.

Nos primeiros anos, sofreu doenças graves e longas, e foi incompreendida por algumas irmãs, que desconfiavam de suas experiências espirituais. A partir de 1542, passou a viver toda semana, de quinta-feira ao meio-dia até sexta à tarde, um êxtase em que acompanhava as etapas da Paixão de Cristo. Isso durou cerca de doze anos e atraiu tanta gente ao mosteiro que ela e as irmãs pediram a Deus que cessasse, e os êxtases públicos terminaram.

Foi eleita priora ainda jovem e governou o mosteiro por muitos anos, com bom senso e ternura. Cuidava das irmãs doentes, escrevia muitas cartas de conselho espiritual a leigos, religiosos e autoridades, e era admiradora de Jerônimo Savonarola. Manteve amizade espiritual com São Filipe Néri, com quem trocava cartas. Morreu em 2 de fevereiro de 1590. Foi canonizada por Bento XIV em 1746.

Fontes: Cartas de Santa Catarina de Ricci (edições do epistolário); biografia de frei Serafino Razzi, seu confessor (século XVI); processos de beatificação (1732) e canonização (1746); fontes da Ordem dos Pregadores.

O que nos ensina

Catarina ensina a contemplar a Paixão de Cristo não como algo distante, mas como o amor que nos alcança hoje. Ensina que a experiência mística não afasta da vida comum: ela governou um mosteiro, cuidou de doentes e aconselhou muita gente por carta. E mostra humildade: quando a fama começou a atrapalhar a vida das irmãs, pediu que os sinais extraordinários cessassem.

Milagres

  1. Tradição

    Os êxtases da Paixão

    Durante cerca de doze anos, as irmãs e muitos visitantes testemunharam os êxtases semanais em que ela revivia a Paixão de Cristo. Os testemunhos foram recolhidos nos processos, mas a Igreja não se pronuncia sobre a natureza de cada fenômeno.

  2. Tradição

    O encontro com São Filipe Néri

    Conta-se que ela e São Filipe Néri, que estavam em cidades diferentes, conversaram pessoalmente em visão ou bilocação. A amizade e as cartas são históricas; o encontro milagroso é tradição.

  3. Reconhecido

    Milagres examinados para a beatificação e a canonização

    Para a beatificação (1732) e a canonização (1746), a Igreja examinou curas atribuídas à sua intercessão, reconhecidas segundo as normas da época.

“Reconhecido” = examinado nos processos de beatificação e canonização ou narrado nas fontes oficiais. “Tradição” = relato devoto, sem exame formal.

Curiosidades

  • Os êxtases eram tão regulares que começavam sempre na quinta-feira ao meio-dia e terminavam na sexta à tarde.
  • O papa Bento XIV, que a canonizou, era um especialista rigoroso em processos de santos e examinou com cuidado os relatos sobre ela.
  • Escreveu centenas de cartas, que hoje são importante fonte sobre a vida em Florença e Prato no século XVI.
  • Era devota de Jerônimo Savonarola, frade dominicano condenado à morte em Florença em 1498, e ajudou a manter viva a sua memória espiritual entre as dominicanas.
  • O seu corpo está em Prato, na basílica que leva o seu nome junto com o de São Vicente.

Oração

Santa Catarina de Ricci, que contemplaste com tanto amor a Paixão do Senhor, ensina-nos a permanecer junto à cruz de Jesus e a descobrir ali o amor do Pai. Ajuda-nos a unir oração e serviço, a cuidar dos doentes e a aconselhar com bondade. Que o nosso canto, na Semana Santa e em todo o ano, conduza o povo a amar o Crucificado. Amém.

Oração redigida pelo portal Músico Católico.

Para retiro, encontro ou evento

Tema
Caminhar com Jesus na Paixão
Lema
"Já não sou eu que vivo, é Cristo que vive em mim"
Leitura
Jo 19,25-30 (sugerida)
Público
Ministérios de música, grupos de oração, jovens, preparação para a Semana Santa
  1. 1Acompanhar: percorrer em silêncio três estações da Via-Sacra, como Catarina acompanhava cada etapa da Paixão.
  2. 2Unir: oferecer a Jesus um sofrimento pessoal e entregá-lo junto à cruz.
  3. 3Escrever: escrever uma carta de conforto para alguém doente ou sofrendo, como ela fazia.

Dinâmica: "Cartas de consolo", 40 min · papel, envelopes, canetas, cruz no centro, canto meditativo. As cartas são entregues depois a doentes da comunidade.

Quando celebrar

2 de fevereiro · Fora do calendário · Branco

Morreu no dia da Apresentação do Senhor, que tem precedência. A Ordem dos Pregadores e a diocese de Prato a celebram em outro dia do seu calendário próprio.

Santuários e devoção

  • Túmulo: Basílica de São Vicente e Santa Catarina de Ricci, Prato (Itália)
  • Cidade natal: Florença (Itália)