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Santo

Santa Ângela de Foligno

Santa Ângela de Foligno
Angela of Foligno 1 · XVIIth century print · domínio público · origem

Foligno (Itália), c. 1248 · Foligno, 4 de janeiro de 1309 · canonizada em 2013 (canonização equipolente)

  • Viúvas
  • Pessoas em busca de conversão (título popular)
  • Terceira Ordem Franciscana (modelo)
“Não te amei de brincadeira.”
Palavras que Ângela diz ter ouvido de Cristo crucificado, registradas no seu Livro (Memorial), ditado ao frade franciscano que a acompanhava, no fim do século XIII. Tradução do portal.

Página em conferência. O texto foi redigido pelo portal a partir das fontes indicadas e ainda está sendo revisado; datas e detalhes podem ser ajustados.

Vida

Ângela nasceu em Foligno, na Úmbria, perto de Assis, numa família de posses. Casou-se jovem e teve filhos. Ela mesma conta que vivia preocupada com luxo, aparência e prazeres, e que tinha pecados graves que por vergonha escondia até na confissão.

Por volta de 1285, aos quase 40 anos, viveu uma profunda conversão: fez uma confissão sincera com um frade franciscano e começou um longo caminho de penitência. Pouco depois, perdeu a mãe, o marido e todos os filhos, num curto espaço de tempo. Ela relata, com uma franqueza que espanta, que viu nessa perda dolorosa também uma libertação para se entregar inteiramente a Deus. Vendeu os bens, deu aos pobres e entrou na Ordem Terceira de São Francisco em 1291.

Numa peregrinação a Assis, nesse mesmo ano, teve uma intensa experiência mística. As suas experiências foram ditadas a um frade, seu parente e confessor, e formam o Livro (ou Memorial), uma das grandes obras da mística cristã, que descreve os passos da alma até a união com Deus, sempre a partir da cruz de Cristo. Reuniu à sua volta um grupo de discípulos e cuidou de doentes e leprosos. Morreu em 4 de janeiro de 1309. Seu culto foi aprovado em 1701, e o papa Francisco a canonizou em 2013 por canonização equipolente, isto é, reconhecendo o culto antigo sem novo milagre.

Fontes: Livro da Beata Ângela de Foligno (Memorial e Instruções), redigido pelo frade conhecido como "Frei A."; papa Bento XVI, catequese sobre Ângela de Foligno (13 de outubro de 2010); decreto de canonização equipolente do papa Francisco (9 de outubro de 2013).

O que nos ensina

Ângela ensina que ninguém está longe demais para voltar a Deus: a sua conversão começou com uma confissão honesta, depois de anos de vida superficial. Ensina que o amor de Deus se revela na cruz, e que esse amor é sério, "não de brincadeira", e pede uma resposta inteira. Os teólogos a chamaram de "mestra dos teólogos", porque ensinou que conhecer a Deus é, antes de tudo, deixar-se amar por Ele.

Milagres

  1. Reconhecido

    Canonização equipolente

    Ângela foi canonizada em 2013 sem a exigência de um novo milagre: o papa reconheceu o culto antigo e contínuo e a sua fama de santidade ao longo dos séculos, procedimento chamado de canonização equipolente.

  2. Tradição

    As experiências místicas de Assis

    No caminho para Assis e na basílica de São Francisco, ela relata ter sentido a presença do Espírito Santo de modo intensíssimo. É a sua própria experiência, registrada no Livro; a Igreja reconhece a santidade da sua vida, mas não se pronuncia sobre cada visão.

“Reconhecido” = examinado nos processos de beatificação e canonização ou narrado nas fontes oficiais. “Tradição” = relato devoto, sem exame formal.

Curiosidades

  • É chamada de "Magistra theologorum", mestra dos teólogos, título que vem da tradição e é lembrado por Bento XVI.
  • O seu Livro foi ditado em dialeto úmbrio e escrito em latim pelo frade que a acompanhava.
  • Mesmo sendo leiga, viúva e sem estudos teológicos, influenciou grandes autores espirituais nos séculos seguintes.
  • Foi canonizada pelo papa Francisco junto com outros santos de culto antigo, sem processo com milagre, como já tinha acontecido com Hildegarda de Bingen em 2012.
  • O seu corpo está em Foligno, a poucos quilômetros de Assis, cidade de São Francisco.

Oração

Santa Ângela de Foligno, que voltaste a Deus por uma confissão sincera e descobriste na cruz um amor que não é de brincadeira, intercede por todos os que estão longe e desejam recomeçar. Ensina-nos a deixar a superficialidade e a responder com a vida inteira ao amor de Cristo crucificado. Consola os que perderam pessoas queridas. Amém.

Oração redigida pelo portal Músico Católico.

Para retiro, encontro ou evento

Tema
Um amor que não é de brincadeira
Lema
"Não te amei de brincadeira"
Leitura
Lc 15,11-24 (sugerida)
Público
Adultos, grupos de oração, casais, ministérios de música, pastoral da reconciliação
  1. 1Verdade: em silêncio, olhar com honestidade o que eu escondo de Deus e de mim mesmo.
  2. 2Perdão: tempo para a confissão, ou preparação para ela, com exame de consciência.
  3. 3Diante da cruz: contemplar o Crucificado e responder por escrito: como eu levo a sério o amor de Deus?

Dinâmica: "Carta ao Crucificado", 40 min · papel, canetas, uma cruz grande no centro, música suave. Cada pessoa escreve uma carta pessoal e a deixa aos pés da cruz.

Quando celebrar

4 de janeiro · Fora do calendário · Branco

Não está no calendário geral nem no do Brasil. A família franciscana a celebra no seu calendário próprio, em 7 de janeiro, e Foligno, no dia 4.

Santuários e devoção

  • Túmulo: Igreja de São Francisco, Foligno (Itália)
  • Conversão: Basílica de São Francisco, Assis (Itália), lugar da sua experiência mística de 1291