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Santo

Beato Marcel Callo

Rennes (França), 6 de dezembro de 1921 · campo de concentração de Mauthausen (Áustria), 19 de março de 1945 · beatificado em 1987 · é BEATO, ainda não foi canonizado

  • Juventude Operária Católica (devoção popular)
  • Jovens trabalhadores (devoção popular)
  • Noivos (devoção popular)
“Ninguém tem maior amor do que aquele que dá a vida pelos seus amigos.”
Jo 15,13. Versículo escolhido pelo portal, que resume a vida do Beato Marcel entre os companheiros de trabalho forçado. Há cartas dele à família e à noiva, mas as frases que circulam precisam ser conferidas no original francês.

Página em conferência. O texto foi redigido pelo portal a partir das fontes indicadas e ainda está sendo revisado; datas e detalhes podem ser ajustados.

Vida

Marcel era o segundo de nove filhos de uma família operária e muito católica de Rennes, na Bretanha. Foi coroinha e escoteiro e, aos treze anos, começou a trabalhar como aprendiz de tipógrafo. Entrou na JOC, a Juventude Operária Católica, e tornou-se um dos seus líderes: organizava encontros, esportes e ajuda aos colegas, e procurava levar Cristo ao ambiente de trabalho, onde a fé era muitas vezes ridicularizada.

Em 1941 ficou noivo de Marguerite Derniaux. Em 1943, com a França ocupada pela Alemanha nazista, foi convocado para o Serviço de Trabalho Obrigatório e enviado a uma fábrica em Zella-Mehlis, na Turíngia. Pensou em fugir, mas decidiu ir para não expor a família e para acompanhar os jovens franceses que lá estariam. Na Alemanha, depois de um período de tristeza profunda, reencontrou a fé numa missa e passou a organizar, às escondidas, encontros de oração, uma pequena equipe da JOC, uma missa em francês e momentos de convivência para animar os companheiros.

Em abril de 1944 foi preso pela Gestapo por causa dessa atividade católica, considerada ameaça ao regime. Passou pela prisão de Gotha, onde continuou rezando e animando os outros presos, e depois pelos campos de Flossenbürg e Mauthausen (Gusen). Debilitado pela fome, pelo trabalho e pela doença, morreu em Mauthausen em 19 de março de 1945, aos 23 anos, poucas semanas antes da libertação do campo. Foi beatificado como mártir por São João Paulo II em 4 de outubro de 1987, durante o Sínodo dos Bispos sobre os leigos.

Fontes: São João Paulo II, homilia da beatificação (4 de outubro de 1987); Diocese de Rennes e JOC da França, documentação da causa; cartas de Marcel à família e à noiva; testemunhos de companheiros de prisão.

O que nos ensina

O Beato Marcel ensina que o ambiente de trabalho também é lugar de santidade e de missão. Um jovem tipógrafo, sem nada de extraordinário, foi apóstolo dos colegas, primeiro na fábrica de Rennes e depois no exílio forçado, onde todos tinham motivo para desanimar. Ensina a viver o namoro e o noivado com pureza e esperança, e a não esconder a fé, mesmo quando ela custa caro. É modelo para jovens que estudam ou trabalham longe de casa.

Milagres

  1. Reconhecido

    O martírio reconhecido

    Como mártir, o Beato Marcel foi beatificado sem exigência de milagre: a Igreja reconheceu que ele foi perseguido e morreu por causa da sua atividade apostólica cristã. Para a canonização, será necessário um milagre atribuído à sua intercessão.

  2. Tradição

    Graças atribuídas à intercessão

    Na Bretanha e em grupos da JOC, jovens e famílias relatam graças atribuídas à intercessão do Beato Marcel, sobretudo em questões de trabalho e vocação. Ainda não foram examinadas como milagre.

“Reconhecido” = examinado nos processos de beatificação e canonização ou narrado nas fontes oficiais. “Tradição” = relato devoto, sem exame formal.

Curiosidades

  • Segundo um relato muito citado, um agente da Gestapo teria justificado a prisão dizendo que ele era "católico demais". A frase vem de testemunhos e precisa de confirmação.
  • Foi beatificado no meio do Sínodo dos Bispos sobre a vocação dos leigos, como exemplo de jovem leigo trabalhador.
  • A noiva, Marguerite, guardou as cartas dele, fonte importante para conhecer a sua vida espiritual nos meses na Alemanha.
  • Morreu num 19 de março, festa de São José, padroeiro dos trabalhadores.
  • Em Rennes e em outras cidades da França, escolas, paróquias e centros de juventude levam o seu nome.

Oração

Senhor Jesus, operário de Nazaré, que destes ao Beato Marcel Callo a graça de ser vosso apóstolo entre os jovens trabalhadores, na fábrica e na prisão, concedei-nos, por sua intercessão, coragem para testemunhar a fé no estudo e no trabalho, pureza no amor e esperança nas provações. Amparai os jovens que vivem longe de casa e os que trabalham em condições duras. E, se for da vontade do Pai, glorificai o vosso servo com a canonização. Amém.

Oração redigida pelo portal Músico Católico.

Para retiro, encontro ou evento

Tema
Apóstolo no lugar onde estou: fé no estudo e no trabalho
Lema
"Ninguém tem maior amor"
Leitura
Jo 15,9-17 (sugerida)
Público
Jovens, crisma, universitários, jovens trabalhadores, noivos
  1. 1Onde estou: qual é o meu "lugar de missão" (escola, faculdade, trabalho, estágio)? Lá as pessoas sabem que eu sou cristão?
  2. 2Desânimo: Marcel passou semanas triste antes de reencontrar a fé. O que hoje me tira a alegria? Entregar em silêncio.
  3. 3Equipe: em grupos, pensar como formar uma pequena "equipe" de fé no ambiente de estudo ou trabalho: oração, ajuda, convivência.

Dinâmica: "Ver, julgar, agir", 40 min · método da JOC. Cada grupo escolhe uma situação real do trabalho ou da escola, olha os fatos (ver), ilumina com o Evangelho (julgar) e decide um passo concreto (agir).

Quando celebrar

19 de março · Fora do calendário · Vermelho

O dia da morte coincide com a solenidade de São José, que tem precedência. A memória do Beato Marcel é celebrada em calendários locais da França; encontros sobre ele podem ser marcados em outra data, como 1º de maio, dia de São José Operário.

Santuários e devoção

  • Terra natal: Rennes (França), cidade onde viveu e trabalhou
  • Memorial: Memorial do campo de concentração de Mauthausen (Áustria), onde morreu